A felicidade é pote de ouro no fim do arco-íris,
ou o olhar profundo de uma criança em meus sentires?
Em meio a tantas contradições, respiro esperança,
buscando um lugar seguro onde minha vida se lança.
Sonhar futuro, aconchego e desejo,
quem sabe encontrar no amor seu ensejo?
Algo espiritual que meu sonho revela,
e a dor da partida transmuta, e se vela.
Se a vida é finita, sortilégio persiste,
respirar mares, oásis que minha alma assiste,
no curso do rio aprender a viver.
Entre poços, lagos e quedas ligeiras,
semear sonhos, multiplicar ideias,
e resistir sempre, agarrada ao esperançar.
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