Texto escrito originalmente em 2013
Fique calada menina
Não se exponha
Não se dispa
Se mantenha menina
Você é inteligente
Você é sábia
Mas não pode falar
Não pode se despir
Menina venha cá
Me namora
Me ame
Mas fique quieta
Não se exponha
Seja discreta
Seja honesta
Seja justa
Mas lembre-se
Você é insegura
Menina, comporte-se
Você tem que ser aceita
Discreta
Limpa
Casta
sábado, 23 de março de 2019
domingo, 17 de março de 2019
Escrevo poesia todo o dia
Me faltam referências
As vezes é a curva em movimento
Subindo escadarias
Para embarcar na minhoca de metal
É essa a poesia que sei fazer
Acordar sem pensar
Meditar para me proteger
E me por a trabalhar
Questionando se a escolha que vivencio
É a verdade do meu coração
Ou apenas instinto de sobrevivência
Faço poesia
Todo dia
Dos diálogos que teço
Mesmo que sejam monotemáticos
E monossilábicos
Ou monocromáticos
Se pudesse escolher
Eu seria só vermelho
De sangue
De amor
de pulsar
A vida
em parte
tecendo arte
no caminhar obrero
As vezes é a curva em movimento
Subindo escadarias
Para embarcar na minhoca de metal
É essa a poesia que sei fazer
Acordar sem pensar
Meditar para me proteger
E me por a trabalhar
Questionando se a escolha que vivencio
É a verdade do meu coração
Ou apenas instinto de sobrevivência
Faço poesia
Todo dia
Dos diálogos que teço
Mesmo que sejam monotemáticos
E monossilábicos
Ou monocromáticos
Se pudesse escolher
Eu seria só vermelho
De sangue
De amor
de pulsar
A vida
em parte
tecendo arte
no caminhar obrero
Sobre futuros
Exercício atividade momentânea de pensar sobre o presente a partir de gatilhos sobre dinheiro e mercadoria...
O que eu tenho para viver ??
Apenas minha ideologia, que a pouco foi proibida de ser disseminada... Quem proíbe? Eu mesma ? O presidente, ou os meus semelhantes que me colocam como não falante... o mito da caverna se faz presente em a cada momento cotidiano... buscar a luz, e parar de conviver com as sombras é um exercício conflituoso de descobrir o novo, que já ali estava.
Se a ideologia é uma visão social de mundo, é complicado me obrigarem a ter aquela dos dominantes... aliás de um grupo dominante pouco coeso, que nega o conhecimento, a arte, a livre expressão do pensar... e o que fazemos...
Fico refletindo, e exprimindo aquilo que me aflige, fico constantemente revendo e revisitando minha história.
Olho para os objetos, ativo sonhos e angustias, e me encontro, mesmo que aparentemente parada, em luta.
Acomodar nas minhas caixinhas de referência aquilo que aprendo no cotidiano é tarefa para mais de anos.
Sou social, sou política, sou emoção, sou eu... e soul várias...
Sou um querer ser e ter empatia por alguém que não tem os mesmos privilégios que eu. Sou um lutar constante contra o tédio, sou refletir aquilo que me movimenta.
O que eu tenho para viver?
A minha força de trabalho, potencial criativo que quando não alienado pode transformar... potencial criativo que pode superar o estado atual das coisas. Será??
Será que se trata de uma poética retrô usar a palavra REVOLUÇÃO para plantar o amor??
Amor não é romance, intriga, posse, conduta que aprisiona, doutrina, e proclama a morte.
Amor é estado de alegria e sorte, e sorte é um buscar de escolhas que lhe tragam bem estar da alma. Por isso soul.
Por isso caminho errante, pensando que o futuro é agora... plantei diferentes sementes em diferentes frentes na história, e fazer a síntese, é como co-habitar, momentos, espaços e ideias, num mesmo tempo da história.
Esses dias caminhava entre multidões e pensava na multiplicidade das coisas... ao mesmo tempo caminhava pensante com minhas memórias... soul mais que uma mãe militante da creche universitária. Sou mais que uma estudante de educação libertária, sou um caminhar constante em uma fé revolucionária.
Sou samba... e por isso misturo... por isso misturo meu fazer pensante, que rotulam-me de intelectual... no entanto não vendo ideias... volto o texto no começo, e minha ideologia, aquilo que me move e me faz ser e estar no mundo, não pode ser usada... nesse sentido ela é utopia que busca transformar aquilo que a mim foi condicionado, e construir novas condições que vão além das determinações.
Determina -Ação... busco me auto-determinar num fluir e pensar confuso e pós-moderno... a crise existencial está posta, e disposta nas conversas de bar, nas conversas no celular, nos encontros fortuitos na penumbra da noite.
O luar é testemunha daquilo que sonhamos, o povo é agremiação da luta/luto que cantamos.
E esse fluir de pensamento escrito, descrito, talvez ainda na égide de uma miss romântica, que leu pequeno príncipe, não é apenas terapia virtual, é virtude de alguém que ainda se acalma escrevendo algumas linhas para dialogar de forma horizontal com aqueles que querem fazer isso.
Aqui não troco trabalho, apesar de entender que assim o é...
Aqui não troco coisas, apesar de serem coisas os objetos e sentimentos que nossa mente produz.
Aqui não imponho regras, apesar que organizar o texto dentro de palavras numa lingua específica exige algumas regras para ser compreendida...
Acredito que uso de ferramentas que posso acessar para contextualizar meus anseios...
Exercício atividade momentânea de pensar sobre o presente a partir de gatilhos sobre dinheiro e mercadoria...
O que eu tenho para viver ??
Apenas minha ideologia, que a pouco foi proibida de ser disseminada... Quem proíbe? Eu mesma ? O presidente, ou os meus semelhantes que me colocam como não falante... o mito da caverna se faz presente em a cada momento cotidiano... buscar a luz, e parar de conviver com as sombras é um exercício conflituoso de descobrir o novo, que já ali estava.
Se a ideologia é uma visão social de mundo, é complicado me obrigarem a ter aquela dos dominantes... aliás de um grupo dominante pouco coeso, que nega o conhecimento, a arte, a livre expressão do pensar... e o que fazemos...
Fico refletindo, e exprimindo aquilo que me aflige, fico constantemente revendo e revisitando minha história.
Olho para os objetos, ativo sonhos e angustias, e me encontro, mesmo que aparentemente parada, em luta.
Acomodar nas minhas caixinhas de referência aquilo que aprendo no cotidiano é tarefa para mais de anos.
Sou social, sou política, sou emoção, sou eu... e soul várias...
Sou um querer ser e ter empatia por alguém que não tem os mesmos privilégios que eu. Sou um lutar constante contra o tédio, sou refletir aquilo que me movimenta.
O que eu tenho para viver?
A minha força de trabalho, potencial criativo que quando não alienado pode transformar... potencial criativo que pode superar o estado atual das coisas. Será??
Será que se trata de uma poética retrô usar a palavra REVOLUÇÃO para plantar o amor??
Amor não é romance, intriga, posse, conduta que aprisiona, doutrina, e proclama a morte.
Amor é estado de alegria e sorte, e sorte é um buscar de escolhas que lhe tragam bem estar da alma. Por isso soul.
Por isso caminho errante, pensando que o futuro é agora... plantei diferentes sementes em diferentes frentes na história, e fazer a síntese, é como co-habitar, momentos, espaços e ideias, num mesmo tempo da história.
Esses dias caminhava entre multidões e pensava na multiplicidade das coisas... ao mesmo tempo caminhava pensante com minhas memórias... soul mais que uma mãe militante da creche universitária. Sou mais que uma estudante de educação libertária, sou um caminhar constante em uma fé revolucionária.
Sou samba... e por isso misturo... por isso misturo meu fazer pensante, que rotulam-me de intelectual... no entanto não vendo ideias... volto o texto no começo, e minha ideologia, aquilo que me move e me faz ser e estar no mundo, não pode ser usada... nesse sentido ela é utopia que busca transformar aquilo que a mim foi condicionado, e construir novas condições que vão além das determinações.
Determina -Ação... busco me auto-determinar num fluir e pensar confuso e pós-moderno... a crise existencial está posta, e disposta nas conversas de bar, nas conversas no celular, nos encontros fortuitos na penumbra da noite.
O luar é testemunha daquilo que sonhamos, o povo é agremiação da luta/luto que cantamos.
E esse fluir de pensamento escrito, descrito, talvez ainda na égide de uma miss romântica, que leu pequeno príncipe, não é apenas terapia virtual, é virtude de alguém que ainda se acalma escrevendo algumas linhas para dialogar de forma horizontal com aqueles que querem fazer isso.
Aqui não troco trabalho, apesar de entender que assim o é...
Aqui não troco coisas, apesar de serem coisas os objetos e sentimentos que nossa mente produz.
Aqui não imponho regras, apesar que organizar o texto dentro de palavras numa lingua específica exige algumas regras para ser compreendida...
Acredito que uso de ferramentas que posso acessar para contextualizar meus anseios...
Exercício atividade momentânea de pensar sobre o presente a partir de gatilhos sobre dinheiro e mercadoria...
Sobre o amor e outras histórias
Na insistência de entender porque aquela lembrança martelava minha cabeça, cheguei a conclusão que ao invés de falar sobre a lembrança, era falar com a lembrança.
Dei um jeito malicioso de conseguir acessar a lembrança, vaidoso que era, foi preciso mobilizar essa esfera do elogio e da curiosidade.
A interação cotidiana com aquilo que se lembra, poderia transformar, do esquema confuso e nostálgico do ato de lembrar, em algo concreto e movimentador, que poderia dar sentido ao sentir.
As frustrações foram várias... ser humano, sentimento humano é dotado de inúmeras falhas... como se houvesse algo universal no bem querer, [ pensava eu que deveria bem querer alguém sem nada querer com essa pessoa].
Muito confuso quando a lembrança não é uma holografia, e sim alguém de carne e osso... a carne pulsa, o cheiro transmite mensagens, olhar também...
Mas a fala também é uma forma de comunicação, e pode atrapalhar muito, as vezes o tom da fala, o jeito, os entremeios, as provocações não são um jogo de sentir-agir, são um jogo de sentir-ferir, sentir-proteger, sentir-repelir.
Pois bem, na insistência de entender o porque daquela lembrança a reverberar na minha cabeça, precisei escutar, e assumo que muito bom escutar do outro algo que pode parecer óbvio. Esse exercício lembra e clareia os pensares.
Chamo exercicio, porque é bem similar as crianças que repetem várias vezes a mesma ação para elaborar com maior habilidade aquele esquema.
Escutei que fantasmas vem e vão, e são nostalgias adolescentes, [reciprocidade] menos confusa olhei para mim e para o que sinto, e na minha confusão ainda de amar infinito, sinto que preciso, me dar o direito de compartilhar sorrisos... não se trata de superação mas, entender que os fantasmas que buscamos nos outros tem que parar de nos assombrar...
As sombras são complemento de uma luz que nos guia, algo necessário para visualizar o todo, para dar movimento àquilo que se mira.
As sombras são verdades daquilo que temos por imaginação e que podemos imaginar de outra forma...
Ainda lidando com novas e verdadeiras frustrações... na minha romantização cheguei a conclusão que busco um elfo com pensamentos cientistas experienciais, com a humildade de manter-se anonimo sem doutrinar ou impor nada a ninguém...
O elfo não faz parte da lembrança... o lado sombrio da lembrança tem muito orgulho, sexo, sacanagem, cobiça, desejo e vontade de aproveitar... com o discurso de que se alguém se machucar a responsabilidade é unicamente do outro... ou com uma ingenuidade cretina de que não era minha intenção... não me importa mais a intenção, a ação e o observar a se me importa muito mais quando nos relacionamos...
Não julgo mais, não... eu como responsável de mim mesma olho pra mim e penso:
"Não direi que quem manda no meu sentimento sou eu." Sinceramente eu posso até mandar nos meus sentimentos e decisões, mas se alguém me olhar com o olhar de ver, e me dizer coisas que quero ouvir, a malícia no viver, vira um tanto de bem querer, e de ousadia, que tudo mistura, vira samba, dança, alegria... e quem sabe um vazio na cama.
Não mando nos meus sentires, mas sei o que me movimenta e motiva... acredito que frustrações vão fazer parte da rima ativa, e que essa coisa de reverberar sentires é algo que terei que lidar como doença crônica de quem amou.
Sobre procurar fantasmas nos outros??
Me organizo autonomamente conversando comigo mesma sobre aquilo que perturba-pensar ou pensa perturbar, respiro e vejo se é pertinente compartilhar, e jogo para o texto o que eu tento organizar.
As taças estão todas em seu lugar, não transbordam, e por não transbordar acredito estarem em equilíbrio.
O que coloco é que : não quero controlar sentimentos, sendo assim, independente de julgamentos e frustrações, se for pra viver uma noite e nada mais... não olho com olhar de vítima, mas com olhar de quem insiste agora em viver mais do que lembrar do que não foi.
Dei um jeito malicioso de conseguir acessar a lembrança, vaidoso que era, foi preciso mobilizar essa esfera do elogio e da curiosidade.
A interação cotidiana com aquilo que se lembra, poderia transformar, do esquema confuso e nostálgico do ato de lembrar, em algo concreto e movimentador, que poderia dar sentido ao sentir.
As frustrações foram várias... ser humano, sentimento humano é dotado de inúmeras falhas... como se houvesse algo universal no bem querer, [ pensava eu que deveria bem querer alguém sem nada querer com essa pessoa].
Muito confuso quando a lembrança não é uma holografia, e sim alguém de carne e osso... a carne pulsa, o cheiro transmite mensagens, olhar também...
Mas a fala também é uma forma de comunicação, e pode atrapalhar muito, as vezes o tom da fala, o jeito, os entremeios, as provocações não são um jogo de sentir-agir, são um jogo de sentir-ferir, sentir-proteger, sentir-repelir.
Pois bem, na insistência de entender o porque daquela lembrança a reverberar na minha cabeça, precisei escutar, e assumo que muito bom escutar do outro algo que pode parecer óbvio. Esse exercício lembra e clareia os pensares.
Chamo exercicio, porque é bem similar as crianças que repetem várias vezes a mesma ação para elaborar com maior habilidade aquele esquema.
Escutei que fantasmas vem e vão, e são nostalgias adolescentes, [reciprocidade] menos confusa olhei para mim e para o que sinto, e na minha confusão ainda de amar infinito, sinto que preciso, me dar o direito de compartilhar sorrisos... não se trata de superação mas, entender que os fantasmas que buscamos nos outros tem que parar de nos assombrar...
As sombras são complemento de uma luz que nos guia, algo necessário para visualizar o todo, para dar movimento àquilo que se mira.
As sombras são verdades daquilo que temos por imaginação e que podemos imaginar de outra forma...
Ainda lidando com novas e verdadeiras frustrações... na minha romantização cheguei a conclusão que busco um elfo com pensamentos cientistas experienciais, com a humildade de manter-se anonimo sem doutrinar ou impor nada a ninguém...
O elfo não faz parte da lembrança... o lado sombrio da lembrança tem muito orgulho, sexo, sacanagem, cobiça, desejo e vontade de aproveitar... com o discurso de que se alguém se machucar a responsabilidade é unicamente do outro... ou com uma ingenuidade cretina de que não era minha intenção... não me importa mais a intenção, a ação e o observar a se me importa muito mais quando nos relacionamos...
Não julgo mais, não... eu como responsável de mim mesma olho pra mim e penso:
"Não direi que quem manda no meu sentimento sou eu." Sinceramente eu posso até mandar nos meus sentimentos e decisões, mas se alguém me olhar com o olhar de ver, e me dizer coisas que quero ouvir, a malícia no viver, vira um tanto de bem querer, e de ousadia, que tudo mistura, vira samba, dança, alegria... e quem sabe um vazio na cama.
Não mando nos meus sentires, mas sei o que me movimenta e motiva... acredito que frustrações vão fazer parte da rima ativa, e que essa coisa de reverberar sentires é algo que terei que lidar como doença crônica de quem amou.
Sobre procurar fantasmas nos outros??
Me organizo autonomamente conversando comigo mesma sobre aquilo que perturba-pensar ou pensa perturbar, respiro e vejo se é pertinente compartilhar, e jogo para o texto o que eu tento organizar.
As taças estão todas em seu lugar, não transbordam, e por não transbordar acredito estarem em equilíbrio.
O que coloco é que : não quero controlar sentimentos, sendo assim, independente de julgamentos e frustrações, se for pra viver uma noite e nada mais... não olho com olhar de vítima, mas com olhar de quem insiste agora em viver mais do que lembrar do que não foi.
terça-feira, 5 de março de 2019
Anseios Poéticos da Madalena
Sintonias
Te encontro outra vez
Mais triste
Mais lutador
Desprovido de privilégios
A não ser a cor
Agora frágil
E com sonhos
Com medo
E certeza de enganos
Olhar manso
E o coração aberto
Esconde na calmaria
Seu tédio
Na geometria
Sua crença
Transmutar a essência
Questionar a ciência
E ensinar ao outro
Paciência
Sintonia
Nostalgia
Ou novamente você
Vem ao meu encontro mais completo?
Agora faltam pedaços
De perna e de mão
Menos impulsividade
Mais cumplicidade
Paixão acelera
Sem espaço pra vaidade
Sintonia
Agora eu que sonho
E você brisa
Meu coração derrete
Desliza
A procura do seu encontro
Sintonia
Poesia brega
Alma cega
Sente com o cheiro e tato
Te encontro outra vez
Mais triste
Mais lutador
Desprovido de privilégios
A não ser a cor
Agora frágil
E com sonhos
Com medo
E certeza de enganos
Olhar manso
E o coração aberto
Esconde na calmaria
Seu tédio
Na geometria
Sua crença
Transmutar a essência
Questionar a ciência
E ensinar ao outro
Paciência
Sintonia
Nostalgia
Ou novamente você
Vem ao meu encontro mais completo?
Agora faltam pedaços
De perna e de mão
Menos impulsividade
Mais cumplicidade
Paixão acelera
Sem espaço pra vaidade
Sintonia
Agora eu que sonho
E você brisa
Meu coração derrete
Desliza
A procura do seu encontro
Sintonia
Poesia brega
Alma cega
Sente com o cheiro e tato
Revoltar-se
Revoltar-se
As voltas para o local de origem
Não precisam ser revoltosas tormentas
Mas nem sempre o que nos sustenta
São sonhos...
Eu privilegiada
Recém empregada
Com as contas quitadas
Encontro pelo em faca
E sinto tudo bagunçado
Acordar e atravessar
Parte da cidade
Deixando a vida em trilhos
Me faz revoltar
A vida com mais qualidade
Não é a vida com mais dinheiro
É a vida com mais sonhos
Perder a vida numa caminhada sem rumo
Em que o rumo é ir e vir
É perder o sentido
De algo tão lindo
Que poderia só fluir
As voltas para o local de origem
Não precisam ser revoltosas tormentas
Mas nem sempre o que nos sustenta
São sonhos...
Eu privilegiada
Recém empregada
Com as contas quitadas
Encontro pelo em faca
E sinto tudo bagunçado
Acordar e atravessar
Parte da cidade
Deixando a vida em trilhos
Me faz revoltar
A vida com mais qualidade
Não é a vida com mais dinheiro
É a vida com mais sonhos
Perder a vida numa caminhada sem rumo
Em que o rumo é ir e vir
É perder o sentido
De algo tão lindo
Que poderia só fluir
Confissão professoral II
Se o rosto pode dizer de algo
Morei sempre bem?
Acessando cultura, arte e saúde
Morei sempre zen
Meditação, moda, paz
Mas a cidade é muito além
Se esbarra porque não tem espaço
No trem se encontra cansaço
No Angela há muito vale
E você pergunta quanto custa?
A cidade é rica
E o povo é pobre
Não miserável
Um cômodo lá é o mesmo preço
De um quarto na Oeste
Lá na Sul tem tudo,
Mercado, hospital, terminal
Tem entulho no meio da Avenida
Feijão brotando no terreno baldio
É o pouco espaço vazio
De cheios que encontro
Trem cheio
Cheios de cara de cansaço
A educação substitui a briga por espaço
E como meus educandos
As pessoas se empurram
Universidade saia de seus muros
E vá conhecer os rincões do mundo
Cansada ensaio esses riscos
De desabafos
Porque não quero que meu cansaço
Vire tédio
E nem que minha reivindicação
De um olhar
Para esse transitar
De pessoas
Vire birra
Morei sempre bem?
Acessando cultura, arte e saúde
Morei sempre zen
Meditação, moda, paz
Mas a cidade é muito além
Se esbarra porque não tem espaço
No trem se encontra cansaço
No Angela há muito vale
E você pergunta quanto custa?
A cidade é rica
E o povo é pobre
Não miserável
Um cômodo lá é o mesmo preço
De um quarto na Oeste
Lá na Sul tem tudo,
Mercado, hospital, terminal
Tem entulho no meio da Avenida
Feijão brotando no terreno baldio
É o pouco espaço vazio
De cheios que encontro
Trem cheio
Cheios de cara de cansaço
A educação substitui a briga por espaço
E como meus educandos
As pessoas se empurram
Universidade saia de seus muros
E vá conhecer os rincões do mundo
Cansada ensaio esses riscos
De desabafos
Porque não quero que meu cansaço
Vire tédio
E nem que minha reivindicação
De um olhar
Para esse transitar
De pessoas
Vire birra
Anseios poéticos de Carnaval
Meu corpo é lúdico
Mas é lúcido
É para o meu carnaval
Para fazer morada
Dos sonhos e utopias
De uma mente vadia
Mas cheia
De um esperançar
Que chuva é vida
E que de confete e purpurina
A ousadia
Está na alegria
Cama cheia
De um repouso esperado
De dias cansados
De brincar de ser
O que quiser
E pra não acabar a fé
O meu axé
Guardo no peito
Transbordando defeitos
Para quem vier
Mas é lúcido
É para o meu carnaval
Para fazer morada
Dos sonhos e utopias
De uma mente vadia
Mas cheia
De um esperançar
Que chuva é vida
E que de confete e purpurina
A ousadia
Está na alegria
Cama cheia
De um repouso esperado
De dias cansados
De brincar de ser
O que quiser
E pra não acabar a fé
O meu axé
Guardo no peito
Transbordando defeitos
Para quem vier
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