segunda-feira, 27 de julho de 2015

Anseios poéticos de paixão I

Perdeu o sentido
De lhe dizer coisas sem sentido
De mandar mensagens inusitadas
De puxar assunto sem lhe dizer nada

Daquele silêncio tímido
Que me causava saudades
Daquele olhar perturbador
Que implicava em ansiedades

Apenas rastros...
Apenas constatações
Paixão acaba...

Lembrança fica.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Silênciamentos momentâneos II

Fui tão silenciada
Chamada de histérica
Sim meus devaneios
Fantasias
Serão sempre taxados exageros
E sempre me ausento
E sempre tentando agradar o outro por meio
Do silêncio

Voar, dançar
Transbordar
Impeditivo

Dizer o que sente
Outro imperativo para ser estar só
Mais um imperativo para estar só

E se falava de estima
E se falava de amar
E eu não queria criar expectativas
Criei...
Errei


Silênciamentos momentâneos I

A famigerada paciência
Em disputa com a famigerada ansiedade
Tempo de caos
Em que o brilho no olhar tem que acabar em noite de prazer
Ceder...
Cedi a emoção ao medo e silenciei
Com medo de parecer egoísta me calei

Mais uma vez, transvestida de liberdade
Vem-me a opressão
Aquela história de verdade
Ser a verdade do coração

Agora fico celibatária subindo pelas paredes
Sem uma resposta
Com medo de fazer perguntas

Ainda insegura fico achando que faltei com a paciência a mim
E fiquei ansiosa por você

Não fiz nada que quis
Nem o que era verdade
O que o coração pressupôs querer

E agora?
Vazios me pedem paciência


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Algumas angustias constantes

Há algum tempo não publico no Blog, por uma série de circunstâncias, dentre elas que tenho deixado de escrever...

A escrita para mim é algo ao mesmo tempo que humanizador, traumático... revela muitas vezes o que guardo de mais intimo, e pressupõe que o leitor pode de alguma forma interpretar o que quiser...

Não tenho essa habilidade de ser escritora na discrição, sou escritora do transbordamento...

Toda vez que transborda a borda eu me exponho, abro meu coração para o papel e poetizo...

Sinto que as vezes toco a vida como uma grande tese que merece pitacos e interpretações de todos...

E num contexto de super exposição das pessoas, muitas vezes queria que elas soubessem aquilo que guardo em meu peito


Suspiros e suss-URROS

Então ela toda suspirante aguardava o amante, com o coração na mão.
Ao encontrá-lo, ficou tímida, paralisada e resolveu guardar o presente no bolso.
Esqueceu-se que naquele bolso havia algo ponteagudo, um chaveiro quem sabe, e simplesmente feriu o presente.
Além de paralisada, sentia o corpo dormente, doente com o coração ferido.

Ele todo distraído não se fazia rogado, apenas indiferente.
Acostumou-se com a solidão, e a transformou-a em solitude.
Paixão não é algo que torna a vida pacífica, aliás paixão atraí algo similar a guerra.
Protegeu-se a toda custa de tudo e de todos, que migrar para outro lugar era quase que empurrar uma pedra pesada.

Então ele a percebeu suspirante e meio cabisbaixa, mas a sentiu atraente... talvez as chaves fincadas no coração doente, tinham algo que o atraí.
Talvez ele com o olhar distante, poderia curar o coração fragilizado.
Talvez de amante passasse a amado... talvez quisesse ser cuidado.

Nesses serás da vida, os dois ficaram calados, ela com o coração no bolso, machucado, ele com o silêncio no olhar pidonho.
Ele não a interpretou, ou talvez nem achou muito bonita o olhar solitário dela... queria ensiná-la que ela era mais bonita sozinha, consigo mesma se amando...
E ela não entendendo esse cuidado desajeitado, resolveu voltar-se para trás, cuidar do coração ferido...

Então ela parou de suspirar ou de esperar coisa qualquer vinda daquele pseudo-amante.

E ele ao invés de ficar estático querendo ensinar coisas, resolver ligar pra ela pra ver se ela poderia ensinar algo a ele, talvez cozinhar, fazer algo bobo... talvez suspirar mais de maneira ofegante... ofegar também pode trazer paz...