O que cercava a minha mente eram dúvidas e incertezas, e a constatação que as escolhas foram feitas baseadas em algo alheio àquilo que meu coração sentia.
Certamente minha mente e coração quis ouvir os vários conselhos daqueles que se diziam amigos, e certamente eu olhei para aquilo tudo sentindo-me acolhida.
No entanto, passado o tempo, as dúvidas eram persistentes, e a apatia, o mau humor, a tristeza me perseguiam. Sabia que eu deveria mudar algo. Talvez não as escolhas, não os amigos, mas a forma como eu olhava minha imagem refletida no espelho.
As dúvidas foram vindo cade vez mais latejantes, por mais que me sentisse segura de ser capaz, e que em meio às minhas trapalhadas eu estava aos poucos aceitando o meu tom para o olhar os problemas.
Se eu sou dramática?
Sou apenas uma menina carente que adora ser acolhida. E no mais todo mundo gosta de carinho e holofotes, uns mais outros menos, um querem chamar a atenção porque precisam se afirmar a todo tempo, e outros se predispõe a ouvir... as trocas, ainda assim quero acreditar que sejam reais, apesar de perceber que as pessoas de fato, quando se prontificam ao diálogo não querem trocar.
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Parecíamos em algo, não propriamente iguais, porque éramos sem dúvida opostos em tantas coisas, apesar de, sentir que, foi se consolidando um certo companheirismo, uma certa solidariedade.
De fato apesar de normais, não éramos as pessoas bem mais quistas... também não sentia que éramos tão polêmicos, mas o que incomodava era que assumíamos nossa condição contraditória.
Isso era muito incomodo, assumir que acredita em coisas que não se conversam...
Assumir que foi criado num mundo ao avesso...
Assumir, que sim, somos humanos...
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Um abraço apertado, um café, e conversas quaisquer que fosse poderiam tirar-me desse martelo da dúvida...
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E humanamente me deitei ao seu lado, e timidamente me coloquei no aconchego do seu braço. Queria que me apertasse, que me mordesse, no entanto não fiz, e assim desejei fazer, mordi e apertei, de repente estávamos ali, conversando, animados, rindo, como bons amigos.
Ao mesmo tempo que o coração disparava e o queixo tremia, que a mente só pensava em se aconchegar, ia vindo uma sensação de calma, de tranquilidade, de afeto, quando finalmente o seu braço apertou o meu corpo... nem sensual, nem grotesco... muito afetuoso, nada das já acostumadas sensações de aproveitar-se do corpo do outro pra que ele seja objeto de desejo.
Senti, apenas senti carinho... nada da espera maliciosa, de um abraço que procura curvas, mas também nada frio e medíocre como um abraço culpado, mendigado... um abraço, um laço, de afeto.
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