Texto que escrevi rascunhado no papel
Edição de documento word
dia 20.04.2020
Retratar a dor
Retratar o trânsito
é possível retratar a morte?
A cara da morte
A cara da morte asfixia
E impede
que a igualdade vibre
Ressoa um silêncio
Que ficou no #elenão
E agora retrato o genocida
o julgamento
o controle
a fiscalização
E a tal da EAD
Na educação básica
A cesta também básica
não custa somente 50 reais
50 reais é a música do Motel
E essas lives
Retratos que clicam
De contratos fakes
De laços Fakes
De Namoros Fakes
Meu deleite é ouvir
sons do coração
das poesias
de conexões
retrato o louco
da realidade insana
pequeno registro pós leitura do rascunho
precisa tratar o presidente
para isso ele precisa tirar uma boa licença do seu cargo
seu caso é sério
e pode trazer grandes consequências
quarta-feira, 22 de abril de 2020
sábado, 11 de abril de 2020
anotações ano 20
Maria foi deitar, e na brisa do sono começou a rememorar tudo o que viveu... forjou em pensamento um encontro com Téo, e ele aceitando encontrá-la, mesmo em quarentena, ouvia atentamente sua narrativa.
Maria disse a ele de como haviam se conhecido, e cada coisa que foi sentindo, desde a tensão sexual, e o desejo de na cama ser sua puta, até as histórias que orbitavam sua vida. Sua mudança de volta a capital, amores do passado ainda precisando ser encerrados, o frenezi de tê-lo conhecido, e o misto de ausência de paixão e excesso de desejo.
Ela foi se envolvendo com ele, a um passo, que depois de uns seis meses de relação intensa, ela se percebeu apaixonada, querendo morar na carne dele... para ela tudo estranho, porque ela nunca sentiu algum afeto da parte dele, nada além e cama e desejo, além de um bem estar em ficar junto, não sabia se poderia chamar amor, e por isso estabanada se viu toda atrapalhada, entre cobrar algo a mais e estragar a relação que para ela era perfeita.
Perfeitamente infeliz, ficou mais ainda sem ele, mas um pouco de amor próprio era preciso...
Em sua alucinação falava de tudo, e ele se quer respondia algo, então ela nessa alucinação, brisa, sonho, desejo de vê-lo e contar tudo, porque de fato ela sentia culpa em não tê-lo.
Ao ver que jamais obteria resposta porque não tinha o porque abrir seu coração a esse homem e contar sua loucura, mas se queria uma resposta, talvez algo de paixão, ou uma indiferença de vez...
Foi se acalmando, respirando fundo, e ai forjou uma outra narrativa. Ela apenas o queria como amigo, lembrou de quantas vezes mentiu pra si assim e de fato teria sido sincera: disse a ele que não o queria comigo. Mas agora talvez uma mentira sincera, uma aproximação sem o karma da cama.
Tudo tão confuso, um amor nunca quisto, um namorado imperfeito... enfim desfeitos um para o outro... sua insônia tinha nome de Téo, nem no relaxamento da marijuana ele se fazia ausente.
Maria disse a ele de como haviam se conhecido, e cada coisa que foi sentindo, desde a tensão sexual, e o desejo de na cama ser sua puta, até as histórias que orbitavam sua vida. Sua mudança de volta a capital, amores do passado ainda precisando ser encerrados, o frenezi de tê-lo conhecido, e o misto de ausência de paixão e excesso de desejo.
Ela foi se envolvendo com ele, a um passo, que depois de uns seis meses de relação intensa, ela se percebeu apaixonada, querendo morar na carne dele... para ela tudo estranho, porque ela nunca sentiu algum afeto da parte dele, nada além e cama e desejo, além de um bem estar em ficar junto, não sabia se poderia chamar amor, e por isso estabanada se viu toda atrapalhada, entre cobrar algo a mais e estragar a relação que para ela era perfeita.
Perfeitamente infeliz, ficou mais ainda sem ele, mas um pouco de amor próprio era preciso...
Em sua alucinação falava de tudo, e ele se quer respondia algo, então ela nessa alucinação, brisa, sonho, desejo de vê-lo e contar tudo, porque de fato ela sentia culpa em não tê-lo.
Ao ver que jamais obteria resposta porque não tinha o porque abrir seu coração a esse homem e contar sua loucura, mas se queria uma resposta, talvez algo de paixão, ou uma indiferença de vez...
Foi se acalmando, respirando fundo, e ai forjou uma outra narrativa. Ela apenas o queria como amigo, lembrou de quantas vezes mentiu pra si assim e de fato teria sido sincera: disse a ele que não o queria comigo. Mas agora talvez uma mentira sincera, uma aproximação sem o karma da cama.
Tudo tão confuso, um amor nunca quisto, um namorado imperfeito... enfim desfeitos um para o outro... sua insônia tinha nome de Téo, nem no relaxamento da marijuana ele se fazia ausente.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Notas de isolamento
A tensão era muita, o corpo estava todo roliço, o seios com os bico protuberantes, e a vulva, inchada... escorria algo adocicado, ela colocava os dedos lentamente, e preferia tocar a carne que se formava na junção dos grandes lábios. A ereção vinha, e de repente, um alívio na forma de gozo... mesmo assim se manteve tensa...
Na manhã seguinte, viu o sangue jorrar de sua vagina... fazia a limpeza com o chuveirinho, e observava aquele vermelho colorindo o vaso, e ela ficava vibrante como ele.
Sentia um certo rancor e de contar mentiras, ao menos a si mesma. A sua menstruação era prova de liberdade, sua paixão era uma grande ironia. Como se apaixonar pelo vento, sendo que ele entrava tímido pela janela? Nem trazia aquele frescor gostoso, e nem bagunçava seus cabelos.
Como amar a rua, sendo que agora era limitado sua ocupação. A rua era apenas uma memória. Uma memória colorida cheia de encantos. Nem precisava mais viajar pra lugares de natureza. A rua era seu destino, a rua era sua namorada. A rua era seu grande amor, que ela não podia ocupar e dançar nela.
E como ela queria essa rua... o vento paixão antiga, e a rua amor de sempre e pra vida inteira, e colocava agora distante como nunca fora. Lembrou-se de como era feliz sentada na rua cantarolando.
E seu corpo tenso, porque certamente, quando puder voltar a tocar a rua, não será como antes.
Talvez inventar mentiras e fantasias de algo que não acontecia...
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