bichinho charmoso
um tanto guloso
as vezes teimoso
mas muito gostoso
eu fico te olhando
meus olhos mexendo
você me fitando
sorriso aparecendo
você me alimenta
e eu vou te conhecendo
conversa de bobos
que estão aprendendo
Morro de medo de gente, que gosta de comer, gosta de dormir, e gosta de cuidar do outro.
Esse tipo de gente é muito simples, fala do dia, se ofende com pouco, e comer e beber é a coisa mais louca que fazem, além de flertar e ouvir música boa.
Morro de medo de gente assim... essas pessoas dá vontade de ficar horas grudada na cama sem nada fazer, só falando, beijando e amando.
quinta-feira, 22 de março de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
Tecendo narrativas
Esse texto é um exercício de narrar uma história simples, de coisas que poderiam ser acontecimentos de nosso cotidiano.
Ela entrou com seu passo de boneca, sem querer fazer barulho, e eu com o sono leve acordei e fui até a sala recebê-la:
- Boa noite.
Ela me olhou e me sorriu, vi que estava ansiosa, bebia a água trêmula.
- Está tudo bem?
Fomos até a cozinha, e ela narrou o dia, as esperanças, o cansaço, com cara de ressaca da vida. De repente começou uma história menos cotidiana:
- Fui beber com um cara. Um estudante de semiótica da PUC. Ele leu meus textos de revista, puxou assunto na rede social, há alguns dias. Gostei do papo dele. Ele me chamou para uma cerveja.
- E como foi?
- Não sei explicar, lembra aquela coisa de não me envolver rápido demais com as pessoas?
Fiz que sim com a cabeça.
- Fiquei impactada, ele foi uma pessoa que me deu vontade de se envolver. Fiquei com medo e pedi um uber. Não sei o que fazer!
- Como assim?
- Queria fugir com ele pra qualquer outra cidade, e sair dançando sonhos.
- Que coisa linda.
- Também acho, mas achei melhor vir dormir, respirar, pensar com calma... não quero atropelos.
- Eu que o diga! - falei me lembrando dos meus problemas, ou da ausência deles. Pensei em sugerir assistir a um filme ou comédia romântica pra continuarmos as análises sobre relações e início delas, mas ao olhá-la vi que ela ainda tremia, estava cansada, e ruborizada, pelo visto a noite foi fantástica, e mexeu com ela.
- Vou dormir. - disse ela.
******************************************************************************
No messenger:
- Ele me convidou pra assistir uma aula na USP, você pode dar janta ao Cris?
- Claro. Vai me avisando o horário que volta.
No retorno da aula, ela veio com um sorriso fantástico. Narrou sobre corpos, sobre opressões, sobre conexões que fez com a própria vida, e com as limitações que temos. Estava motivada, queria voltar a estudar. Ele falou de uma especialização. Ela foi pontuando pra mim que gostaria de fazer um mestrado, mas que a possibilidade de uma especialização poderia ser a porta de entrada.
Cris dormia no quarto um sono profundo, Marcos também dormia. Colocamos um som baixinho, desses gostosos de ouvir, e ficamos profundamente se olhando sorrindo. Disse a ela que havia conseguido escrever um artigo, e que iria submeter a uma revista. Ela disse que em momento oportuno poderia revisá-lo. Falei pra ela escrevermos juntas algo.
Construindo narrativas cotidianas
Poderia ser o início ou final de um conto, pelo momento só uma narrativa viável
Ele olhou nos meus olhos e disse, como que aliviado:
- Começamos errado as coisas...
Eu respirei, ouvi seus argumentos, e não sabia como me sentir melhor frente ao colocado. Eu de maneira inocente me deixei levar por uma impulsividade. Culpá-lo, e desculpá-lo do impulso leviano de dizer-se apaixonado sem de fato ter certeza?
Não o culpei, porém, o desculpei, não há como ter certezas, a vida é uma "caixinha de surpresas" - um pensamento mecânico e chavão - mas, para aliviar a tensão, melhor se apegar a ditos populares, do que ficar a caraminholar coisas extraordinárias.
Não foi fácil... o impulso pós conversa foi deixar como está, mas após uma noite bem vivida na companhia dele, não me contive.
Me senti em uma situação desconfortável, relutante, em afirmar que eu estava apaixonada, e neste exato momento não saberia fugir da situação, mas fiz o que deveria ser feito dei espaço.
Passado três dias sem nenhum telefonema ou contato, resolvi deixar ir pelo sentimento e mandei uma mensagem:
"E ai? Podemos nos ver hoje?"
Segundos depois, o telefone da sinal de vida, e visualizo uma carinha feliz e: "Fiz lasanha. Quer um pedaço?"
Respondi de pronto: "Quero, vou levar um vinho!"
Ele olhou nos meus olhos e disse, como que aliviado:
- Começamos errado as coisas...
Eu respirei, ouvi seus argumentos, e não sabia como me sentir melhor frente ao colocado. Eu de maneira inocente me deixei levar por uma impulsividade. Culpá-lo, e desculpá-lo do impulso leviano de dizer-se apaixonado sem de fato ter certeza?
Não o culpei, porém, o desculpei, não há como ter certezas, a vida é uma "caixinha de surpresas" - um pensamento mecânico e chavão - mas, para aliviar a tensão, melhor se apegar a ditos populares, do que ficar a caraminholar coisas extraordinárias.
Não foi fácil... o impulso pós conversa foi deixar como está, mas após uma noite bem vivida na companhia dele, não me contive.
Me senti em uma situação desconfortável, relutante, em afirmar que eu estava apaixonada, e neste exato momento não saberia fugir da situação, mas fiz o que deveria ser feito dei espaço.
Passado três dias sem nenhum telefonema ou contato, resolvi deixar ir pelo sentimento e mandei uma mensagem:
"E ai? Podemos nos ver hoje?"
Segundos depois, o telefone da sinal de vida, e visualizo uma carinha feliz e: "Fiz lasanha. Quer um pedaço?"
Respondi de pronto: "Quero, vou levar um vinho!"
terça-feira, 20 de março de 2018
momentos de ansiedade III
A culpa não é sua
Se eu fico insegura
Se eu fico calada
E aceito resignada
A sua impulsividade
No entanto, te digo a verdade
Que não gosto
Quando me coloca
Numa posição de amante
Se começamos mais avante
Voltar atrás é um erro
Se eu fico insegura
Se eu fico calada
E aceito resignada
A sua impulsividade
No entanto, te digo a verdade
Que não gosto
Quando me coloca
Numa posição de amante
Se começamos mais avante
Voltar atrás é um erro
momentos de ansiedade II
De repente
Naturalmente
Você me toma de roupante
Te promovo de namorado a amante
E tudo fica distante
A pele na pele
Não assanha
Estranha
E não atiça
Fico boba e feia
E você não se arrisca
Naturalmente
Você me toma de roupante
Te promovo de namorado a amante
E tudo fica distante
A pele na pele
Não assanha
Estranha
E não atiça
Fico boba e feia
E você não se arrisca
momentos de ansiedade I
Não quero sair, dessa
E ai eu lhe pergunto:
- Pra que a pressa?
Pra desviar o assunto
Ou sair sem destino
Ou se encontrar
E deleitar-se
Construir um ninho?
As vezes tudo antecipado
Fica um tanto bagunçado
E o acerto
Como um tropeço
Fica errado
E o riso da cotovelada
Sem querer
Que foi desculpada
Vira preguiça
De dormir abraçado
E ai eu lhe pergunto:
- Pra que a pressa?
Pra desviar o assunto
Ou sair sem destino
Ou se encontrar
E deleitar-se
Construir um ninho?
As vezes tudo antecipado
Fica um tanto bagunçado
E o acerto
Como um tropeço
Fica errado
E o riso da cotovelada
Sem querer
Que foi desculpada
Vira preguiça
De dormir abraçado
segunda-feira, 5 de março de 2018
Das potências em si
É tão bom sair de uma relação por escolha
Curtir sua fossa na bolha
Ficar chorando de quase ficar caolha
E olhar pra trás eu sentir: não preciso de ti
Sair de um lugar pra mudar
Poder viajar e espairecer
E sem medo de mudança
Decidir ficar pra ver o que dá
Escolher de repente ficar parada
Sem estar como barata tonta
E se acaso o impulso dessa dança
Fazer um rodopio sinistro
Poder bambear, quem sabe cair
E tudo ficar bonito
Curtir sua fossa na bolha
Ficar chorando de quase ficar caolha
E olhar pra trás eu sentir: não preciso de ti
Sair de um lugar pra mudar
Poder viajar e espairecer
E sem medo de mudança
Decidir ficar pra ver o que dá
Escolher de repente ficar parada
Sem estar como barata tonta
E se acaso o impulso dessa dança
Fazer um rodopio sinistro
Poder bambear, quem sabe cair
E tudo ficar bonito
Assinar:
Postagens (Atom)