segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Carências afetivas de final de ano

Ensaios para viver de prosa

Eu gosto muito de conversar, mas nem todos os assuntos que eu domino são interessantes, e nem sempre o assunto que o outro domina me faz interessada.
Mas tem pessoas que quando não pedantes e vaidosas, marcam sua vida pelas trocas discursivas estabelecidas... chega a ser poesia a profundidade da conversa e o prazer que se dá em conversar.

As vezes chega a ser tedioso... e esses ensaios de dedo de prosa tem me feito rever algumas elaborações de vida amorosa.

Talvez eu esteja em um momento que prosear de maneira leve seja mais interessante e menos ansioso do que encontros amorosos...

Talvez, a profundidade em se relacionar esteja, em trocar coisas, secretas ou abertas, hobbies e ideias, escolhas e hesitações.

(ensaios para viver de prosa)

escritos desconexos


(sem data certa do escrito, apenas algumas ideias)

Eles homens justificam muitas vezes seus atos mais violentos como fruto do amor e do desejo.
Violenta é uma mulher que na opção de não correr riscos, corre o risco da mentira.
Sophia, apaixonada pela vida queria viver todos os seus desejos em harmonia, mas sem utopia.
Queria ser menos sincera, e nessa história entre se proteger e se precaver descobriu a dissimulação... ficava em voltas com a deusa da fertilidade e a deusa da vida, conversando as fofocas de ser maternalmente fértil, e necessitar maternalmente cuidar do outro...
Nessa história relacionamentos anárquicos e libertos, seu ideal acabava se reduzindo a um casal. Ela queria casar, ser amada, mas sentia desejo. Mesmo assim tentava ser justa.
No entanto via tanta mulher, morta, abusada, assediada... que ficava confusa que ser amada não correspondesse, necessariamente a ser livre.
Para tanto, para ser de si, talvez sua maior violência fosse constantemente dissimular seus sentimentos e ceder-se...