Desastrosamente
Passei o carro velho para frente
Eu apegada
Queria dirigir ele de madrugada
Embriagada
Desesperada
Na aventura da estrada
Mas as vezes
Ele dava uns trancos
Dava mancada
Enfim consegui
Achar alguém que se interessasse por ele
E pagasse um ótimo valor
Fiz um bom negócio
E apesar das saudades que sinto
Das aventuras que vivemos juntos
Sei que ia me dar muito trabalho
Ia preferir usar o transporte público
E ele ficaria na garagem...
E agora de passagem
Ele tem um novo motorista
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Hipo -crise -ias
Não consigo administrar
Esse excesso de romantismo
Com uma irresponsabilidade em amar
Quero seguran-ÇA
Quero esperan-ÇA
De ser de fato princesa
Já que constrói castelos
Não consigo administrar
Amar sem se engarrafar
Sem se perder e se enveredar
Parece que é pela metade
Amar não tem que ser culpa
Muito menos prisão
Mas quando passamos do ponto na paixão
A coisa de lembrar de ti
Deixa de ser pensa-AÇÃO
E vira obsessão
E gera frustra-AÇÃO
Não tem engano não
Minha incapacidade de administrar
Coisas complexas
Faz com que eu tome atitudes as pressas
Pra me proteger de mim mesma
Para que eu consiga curar a tristeza
Com sensatez e leveza
Se tem a chama acesa
Eu vou fazer ela brilhar e irradiar alegria
Porque a nostalgia passou
E vamos largar de hipocrisia
E olhar com olhos de magia
Que se teve amor
Em algum lugar ele faltou
Nada me deve
Porque se o amor foi breve
Abrir mão é de leve
Uma liberdade sem fim
Se você com seu linguajar principesco
Fez da nossa relação um AR-fresco
Para você respirar possibilidades
Fico segura que abusou de minha bondade
E eu me fiz só vaidade
Não consigo ainda administrar multiplicidades
E nas Multiplas CIDADES que estive
Fui buscando um sonho que nunca alcanço
Um sonho que nunca canso
De sonhar
Sonho infinitamente
Ser mais prudente
E adulto me tornar
Mesmo que para tanto
Seja necessário
Que eu me torne criança
E seja reprovada várias vezes
Em dar conta
De ser sincera
É essa apenas minha espera
Da verdade
Sem maldade
Esse excesso de romantismo
Com uma irresponsabilidade em amar
Quero seguran-ÇA
Quero esperan-ÇA
De ser de fato princesa
Já que constrói castelos
Não consigo administrar
Amar sem se engarrafar
Sem se perder e se enveredar
Parece que é pela metade
Amar não tem que ser culpa
Muito menos prisão
Mas quando passamos do ponto na paixão
A coisa de lembrar de ti
Deixa de ser pensa-AÇÃO
E vira obsessão
E gera frustra-AÇÃO
Não tem engano não
Minha incapacidade de administrar
Coisas complexas
Faz com que eu tome atitudes as pressas
Pra me proteger de mim mesma
Para que eu consiga curar a tristeza
Com sensatez e leveza
Se tem a chama acesa
Eu vou fazer ela brilhar e irradiar alegria
Porque a nostalgia passou
E vamos largar de hipocrisia
E olhar com olhos de magia
Que se teve amor
Em algum lugar ele faltou
Nada me deve
Porque se o amor foi breve
Abrir mão é de leve
Uma liberdade sem fim
Se você com seu linguajar principesco
Fez da nossa relação um AR-fresco
Para você respirar possibilidades
Fico segura que abusou de minha bondade
E eu me fiz só vaidade
Não consigo ainda administrar multiplicidades
E nas Multiplas CIDADES que estive
Fui buscando um sonho que nunca alcanço
Um sonho que nunca canso
De sonhar
Sonho infinitamente
Ser mais prudente
E adulto me tornar
Mesmo que para tanto
Seja necessário
Que eu me torne criança
E seja reprovada várias vezes
Em dar conta
De ser sincera
É essa apenas minha espera
Da verdade
Sem maldade
Provocações III
Declaração ao amante desaparecido
Te conto segredos diariamente
Com o poder da minha mente
Sinto profundamente que você estava certo
De alguma forma não era machismo
Era algo próximo do achismo
De que você era o homem da minha vida
Como eu sou a mulher da minha
Quem sabe posso te lograr esse espaço
Sinto muito por nos nossos caminhos
Ter existido um certo descompasso
Sinto muito das incertezas
E oscilações
Da minha dissimulação e do meu cinismo
Não queria esse abismo entre nós
No entanto, acredito que todo nosso pranto
Fez que o tempo curasse as feridas
E infelizmente as mágoas
E as diferentes toadas
Faz com nossas vidas
De alguma forma estejam separadas
De alguma forma há várias formas pra se interpretar
Há várias maneiras para se amar
E há muita coisa a se experienciar
Quem sabe ainda seja tempo de perdoar
Mas difícil estar com o coração aberto
Para rememorar uma paixão
É tempo de trabalho, trânsito e confusão
É tempo de investir em si, renovação
É tempo de rever atitudes e partir pra ação
E de com calmaria cuidar do coração
Meu coração é meu
E lá você tem um espaço imenso
E o ciúmes, que foi combustível intenso
Desmedido e sem proporção
Hoje se transforma em admiração
Sou possessiva, e mesmo indecisa
Quis você só meu, fui egoísta
E agora, pés no chão e altruísta
Qualquer encontro nosso é para seguir
E construir
Algo que está porvir
Ao amante desaparecido
Homem da minha vida
Que eu causei tantas feridas
E poucos sorrisos descomprometidos
Eu olho, eu penso, e reflito
Que lhe desejo tudo de mais bonito
E que o amor que tive por você
Mora no infinito
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Aceitações no mundo do sonho e da bondade
No mundo do sonho e da bondade
Não ficamos bravos com a sacanagem
Não ficamos bravos com a leviandade
E olhamos para o mundo agradecidos
Por encontrar em nossas vidas
Pessoas calhordas
Que pintam e bordam
Com nossa vocação para ser trouxas
Um exemplo possível
De como agradeço imensamente
Ser feita de besta:
As coisas acabam
As coisas findam
E eu choro
E depois brindo
Aproveito o tempo e me deleito com ele
Na praia
Por não saber nadar
Fico na areia
E engano meu ser sereia
Eu é que tenho caído no canto dela
Vem o moço
Me mostra a lua
E eu fico com a cabeça lá
E agora pra me acalmar
Me resta o céu e o mar
E uns goles de cerveja
A companhia de uma amiga
E um pouco de queimadura
Pra mostrar que sou cascadura
E aguento qualquer lambada
No mundo dos sonho e da bondade
Quem ama de verdade
Fica agradecido em ficar sozinho
Olha pro vizinho e da bom dia
E vida que segue sem muita ousadia
Sem se render a mania
E nada de sair vivendo de euforia
Vou seguindo minha calmaria
De agradecer a boa companhia
De agradecer as boas ajudas
De agradecer a lasanha na cantina
Comida, boas noites de sonho e um bom banho
Quem sabe um violeiro fazendo uma seresta
Quem sabe um bloco de carnaval
Para brincar e fazer festa
Quem sabe mudar de casa
Quem sabe conhecer gente menos rasa
E se alguém aparecer pra atrapalhar minha aceitação
Gritarei: - Vaza!
To com preguiça de ser superficial
Não to empolgada e coisa e tal
A esperança
A expectativa baixou
Se é pra viver e sonhar com um amor
Que esse amor seja o meu
Por mim
Aceitar que sou assim
Poeta que sou
Distraída olhando o tempo
E correndo com ele pra não perder nenhum segundo
Roda vida, gira o mundo
E o caminho fica aberto
Para que sonhos mais corretos
Adentrem minha bondade
Não ficamos bravos com a sacanagem
Não ficamos bravos com a leviandade
E olhamos para o mundo agradecidos
Por encontrar em nossas vidas
Pessoas calhordas
Que pintam e bordam
Com nossa vocação para ser trouxas
Um exemplo possível
De como agradeço imensamente
Ser feita de besta:
As coisas acabam
As coisas findam
E eu choro
E depois brindo
Aproveito o tempo e me deleito com ele
Na praia
Por não saber nadar
Fico na areia
E engano meu ser sereia
Eu é que tenho caído no canto dela
Vem o moço
Me mostra a lua
E eu fico com a cabeça lá
E agora pra me acalmar
Me resta o céu e o mar
E uns goles de cerveja
A companhia de uma amiga
E um pouco de queimadura
Pra mostrar que sou cascadura
E aguento qualquer lambada
No mundo dos sonho e da bondade
Quem ama de verdade
Fica agradecido em ficar sozinho
Olha pro vizinho e da bom dia
E vida que segue sem muita ousadia
Sem se render a mania
E nada de sair vivendo de euforia
Vou seguindo minha calmaria
De agradecer a boa companhia
De agradecer as boas ajudas
De agradecer a lasanha na cantina
Comida, boas noites de sonho e um bom banho
Quem sabe um violeiro fazendo uma seresta
Quem sabe um bloco de carnaval
Para brincar e fazer festa
Quem sabe mudar de casa
Quem sabe conhecer gente menos rasa
E se alguém aparecer pra atrapalhar minha aceitação
Gritarei: - Vaza!
To com preguiça de ser superficial
Não to empolgada e coisa e tal
A esperança
A expectativa baixou
Se é pra viver e sonhar com um amor
Que esse amor seja o meu
Por mim
Aceitar que sou assim
Poeta que sou
Distraída olhando o tempo
E correndo com ele pra não perder nenhum segundo
Roda vida, gira o mundo
E o caminho fica aberto
Para que sonhos mais corretos
Adentrem minha bondade
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Superando a dor de cotovelo
Havia chegado em um momento que eu gostava dos meus escritos, ai chegou um amor e roubou minha inspiração...
Mas as vezes há que se chegou o momento de colocar movimento nas palavras e procurar um outro lugar ausente de lamento.
É findar o ciclo de escritos de solidão e ver brilhar o olhar para o agora...
E o agora não é a história que não foi... é a história simples e bonita, e talvez pouco confusa...
Ou pouco exagerada?
Deixar os exageros e falsidades de lado, olhar pra esses escritos, e entender, que se não houve sonhos construídos e concretizados, é porque tinha algo de ouro de tolo naquele tesouro presenteado.
Ou haviam outras projeções para outras estações...
Chegou um dia que eu parei de ter medo de mudar de planos, e abri espaços para outros espaços... me enjoei do seu traço e também não fiz questão de espetacularizar a vida...
Assumo ainda carente e sofrida, mas disposta a movimentar as palavras...
Não correrei atrás do nada, e quando passar a mágoa, talvez busque algum encontro pra assinalar melhor nossos pontos, de ausência ou presença de textos melhores.
Mas as vezes há que se chegou o momento de colocar movimento nas palavras e procurar um outro lugar ausente de lamento.
É findar o ciclo de escritos de solidão e ver brilhar o olhar para o agora...
E o agora não é a história que não foi... é a história simples e bonita, e talvez pouco confusa...
Ou pouco exagerada?
Deixar os exageros e falsidades de lado, olhar pra esses escritos, e entender, que se não houve sonhos construídos e concretizados, é porque tinha algo de ouro de tolo naquele tesouro presenteado.
Ou haviam outras projeções para outras estações...
Chegou um dia que eu parei de ter medo de mudar de planos, e abri espaços para outros espaços... me enjoei do seu traço e também não fiz questão de espetacularizar a vida...
Assumo ainda carente e sofrida, mas disposta a movimentar as palavras...
Não correrei atrás do nada, e quando passar a mágoa, talvez busque algum encontro pra assinalar melhor nossos pontos, de ausência ou presença de textos melhores.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Provocações II
Essa coisa de sentir muitas coisas... de languida a lasciva
Eu me fiz ativa
Saracuteando nas ruas e flertando com todos
Na verdade eu não aprendi a flertar direito
Aprendi alguma coisa tosca
De fazer cara de cachorro pidão
E esperar o salva-vidas gostosão
Vir com um olhar e um xaveco bobo
E eu quase me afogar em seus olhos
Essa coisa de sentir muitas coisas...
Eu queria ser atriz atuante do palco
Da mudança, da revolta
E dizer que revolta não é dizer-me mulher da vida
Mas mulher da MINHA vida
Sim a mulher mais cretina e feliz que faz cretinices mil
Pra me deixar perdida
Essa mulher da minha vida que sou eu
Senti muitas coisas
Sente muito pelos atores que atuam papéis
De pessoas sem sangue quente
Uma hora, meu querido amigo,
A máscara cai...
E você grita
E sai, escorre toda aquela tinta
De cinismo
De dissimulação
Você dissimula quase que natural
Que libertação
É não ter preocupação com esse sentir muitas coisas do outro
Senhor falsidade
Pare de incorporar o senhor bondade
E não se trata de moralidade
Ter limites
Respeitar o espaço do outro ser
Algo ao menos especial pra si
Essa coisa de sentir muitas coisas...
Tenho percebido que tenho destruído
Meus avanços estéticos e poéticos
E quase numa obsessão de dizer
A todos que estou revoltosa
Porque o amor não foi aquelas rosas
Que eu sofri com ingratidão
Me sinto uma alienada
Cantando em plena madrugada
Músicas chicletes que ficam tocando várias vezes
E que não saem da minha cabeça
Não me deixam fluir arte
Não me deixam me aprofundar em algo
Me deixam rasa e burra
Como alguém que sente muitas coisas
Que chega a deixar de pensar
De sorrir, de comer, e de rezar
Pra sentir muitas coisas
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
e um pouco inútil
Não que minha vida seja um tédio... pelo contrário, esses rios de lágrimas caudalosos que derramo em cada pesar de, o acaso não ter me sido grato. Ingrato acaso, cercado de previsibilidades.
Não se trata de menos amada, menos desejada, quem sabe mais ferida... a ausência de cuidados feriu o escudo de proteção, ela protegida pelas próprias mãos viu-se sangrar calada... de fato ela sabia que aqueles não eram amigos dela e que aquele cara era pouco confiável.
Ela dizia olhando nos olhos dele "Eu não tenho ninguém." e ele olhava com uma cara de sabichão e dizia: "Você tem a mim."
De fato ela era muito sensata, pensava ela silênciosa "Grande bosta". Não se é proprietário de ninguém, mais ainda por amor, se é proprietário do amor que se tem pelo outro, e ai sente se é grande ou pequeno, forte ou fraco, pra ficar quanto tempo se dispõe a estar... junto.
Porque o tempo passa, e essas pessoas são volúveis... já fui assim... quem sabe quando fui assim minha vida era menos tediosa, mas eu sinto que era infantil... era algo tal qual não pensar que coisas pequenas ou até grandes podem magoar o outro, que essa coisa de ser livre, implica, ao menos, ser responsável...
Não dá pra dizer o que quer, falar o que quer, falar o que quer e...
Não dá pra transar sem camisinha passar doença pro outro e continuar nessa sequência... achando que tá tudo certo essa ausência de cuidado.
Mas dá pra criar uma fantasia...
Dá pra criar uma fantasia...
Colocar as crias no meio, e achar que tudo era destino... mais criança, mais verso, mais arte...
Eles não eram meus amigos, e se fossem, sentiriam falta, e talvez me perguntassem como estou?
Como o acaso foi ingrato, e como esse estranho, porque de fato estranho que forçou a barra de um intimidade ingrata. E como eu fui ingrata... eu virei as costas e sai andando, abrindo mão de fazer qualquer plano.
Ele dizia que eu tinho a ele, penso o que ia ser de mim se eu tivesse acreditado?
Eu não acreditei, mas pedi a Deus que fosse verdade, que não fizesse essa maldade de dizer amar pra sempre, e virar as costas e seguir a vida, sem se preocupar...
Que mal eu fiz?
Que mal eu fiz?
Não me faz feliz, não me faz feliz ter que lidar com a solidão...
Há tempos não a sentia tão dolorida.
Com cores de amor mal resolvido.
Eu quero ser adulta, e to me vendo criança... sem direção e sem foco.
Não que minha vida seja um tédio, mas ela tá faltando robustez de amor, de verdade... to me sentindo vazia e fútil, e um pouco inútil.
Não se trata de menos amada, menos desejada, quem sabe mais ferida... a ausência de cuidados feriu o escudo de proteção, ela protegida pelas próprias mãos viu-se sangrar calada... de fato ela sabia que aqueles não eram amigos dela e que aquele cara era pouco confiável.
Ela dizia olhando nos olhos dele "Eu não tenho ninguém." e ele olhava com uma cara de sabichão e dizia: "Você tem a mim."
De fato ela era muito sensata, pensava ela silênciosa "Grande bosta". Não se é proprietário de ninguém, mais ainda por amor, se é proprietário do amor que se tem pelo outro, e ai sente se é grande ou pequeno, forte ou fraco, pra ficar quanto tempo se dispõe a estar... junto.
Porque o tempo passa, e essas pessoas são volúveis... já fui assim... quem sabe quando fui assim minha vida era menos tediosa, mas eu sinto que era infantil... era algo tal qual não pensar que coisas pequenas ou até grandes podem magoar o outro, que essa coisa de ser livre, implica, ao menos, ser responsável...
Não dá pra dizer o que quer, falar o que quer, falar o que quer e...
Não dá pra transar sem camisinha passar doença pro outro e continuar nessa sequência... achando que tá tudo certo essa ausência de cuidado.
Mas dá pra criar uma fantasia...
Dá pra criar uma fantasia...
Colocar as crias no meio, e achar que tudo era destino... mais criança, mais verso, mais arte...
Eles não eram meus amigos, e se fossem, sentiriam falta, e talvez me perguntassem como estou?
Como o acaso foi ingrato, e como esse estranho, porque de fato estranho que forçou a barra de um intimidade ingrata. E como eu fui ingrata... eu virei as costas e sai andando, abrindo mão de fazer qualquer plano.
Ele dizia que eu tinho a ele, penso o que ia ser de mim se eu tivesse acreditado?
Eu não acreditei, mas pedi a Deus que fosse verdade, que não fizesse essa maldade de dizer amar pra sempre, e virar as costas e seguir a vida, sem se preocupar...
Que mal eu fiz?
Que mal eu fiz?
Não me faz feliz, não me faz feliz ter que lidar com a solidão...
Há tempos não a sentia tão dolorida.
Com cores de amor mal resolvido.
Eu quero ser adulta, e to me vendo criança... sem direção e sem foco.
Não que minha vida seja um tédio, mas ela tá faltando robustez de amor, de verdade... to me sentindo vazia e fútil, e um pouco inútil.
resquícios de saudades
Ficar presente no espaço agora é algo que parece que vem de fora
O dentro tá ali no passado instante
Em que era eu sentada de frente pra sua cara
E dizendo com o olhar que você era joia rara
Que batalha interna
Abrir mão de algo que na cabeça era sonho
Mas na ação era embrolho
Sentimento de que tava tudo errado
Ficar presente, viver o agora, e o que é agora?
É estar no escritório e o dia chuvoso
Lembrar o repouso
De corpos que se amaram outrora
Outra hora você lembra de mim
Me resgata do peito
E diz que quer tudo comigo novamente
E eu fico aqui nessa ilusão indecente
De ver roupas jogadas no chão
Corpos rolando de paixão
E as batidas do coração
Com a respiração ofegante
O olhar lascivante
Mas o amor vacilante
Foi algo volúvel
Como um lustre que caiu do teto e quebrou
Esse foi nosso amor
Substituído por alguma coisa menos rebuscada
Talvez mais simples de ser administrada
Ou talvez mais utopia
Mais conto de fadas
A coisa de amar um adulto
De não ter tempo de ficar caçando assunto
Perde o encanto da paixão
Será que fui eu que não fez manutenção?
Eu querendo ficar agora
Ver a lua, o céu, aproveitar da companhia das amigas
Fico perdida nas lembranças
Do teu cheiro, mãos e devaneios
Fico perdida na minha esperança emoção
Do tempo passar e o olhar esbarrar
Quem sabe eu tropeçar
E de fato me entregar
Ai passado, tolo, que se tivesse dito e feito algo
Mais impetuoso e ardente
Eu teria certamente
Sendo refém de teu amor
Sentindo o seu sabor
Por querer estar contigo agora
O dentro tá ali no passado instante
Em que era eu sentada de frente pra sua cara
E dizendo com o olhar que você era joia rara
Que batalha interna
Abrir mão de algo que na cabeça era sonho
Mas na ação era embrolho
Sentimento de que tava tudo errado
Ficar presente, viver o agora, e o que é agora?
É estar no escritório e o dia chuvoso
Lembrar o repouso
De corpos que se amaram outrora
Outra hora você lembra de mim
Me resgata do peito
E diz que quer tudo comigo novamente
E eu fico aqui nessa ilusão indecente
De ver roupas jogadas no chão
Corpos rolando de paixão
E as batidas do coração
Com a respiração ofegante
O olhar lascivante
Mas o amor vacilante
Foi algo volúvel
Como um lustre que caiu do teto e quebrou
Esse foi nosso amor
Substituído por alguma coisa menos rebuscada
Talvez mais simples de ser administrada
Ou talvez mais utopia
Mais conto de fadas
A coisa de amar um adulto
De não ter tempo de ficar caçando assunto
Perde o encanto da paixão
Será que fui eu que não fez manutenção?
Eu querendo ficar agora
Ver a lua, o céu, aproveitar da companhia das amigas
Fico perdida nas lembranças
Do teu cheiro, mãos e devaneios
Fico perdida na minha esperança emoção
Do tempo passar e o olhar esbarrar
Quem sabe eu tropeçar
E de fato me entregar
Ai passado, tolo, que se tivesse dito e feito algo
Mais impetuoso e ardente
Eu teria certamente
Sendo refém de teu amor
Sentindo o seu sabor
Por querer estar contigo agora
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Provocações
Eu provocativa, sai pela tangente pra você não me ver
Queria ser discreta, mas meu cabelo desgrenhado
Denuncia minha passagem pelas ruas da cidade
As vezes rindo e entoando sambas
E as vezes trançando as pernas um pouco bamba
Eu provocativa, vi sua careca e fiquei estupefata
O que falar a você acompanhado naquela esquina?
Eu fui fazendo a fina
E acendi meu cigarro do outro lado da rua
Não encarei, não te procurei com o olhar
Mas, curiosa fiquei, e se acontecesse de eu te encontrar?
Eu, apaixonada, ainda fico sonhando com o momento
Que você vai olhar nos meus olhos
E dizer da saudade
E eu vou achar fascinante
Viver um romance de um dia com você
Mas como prefiro provocar, o afastamento de nossas histórias
Provoquei o desencontro
Fui para outro esquina
Encontrei um sambista charmoso
E fiquei bambeando nos braços dele
Queria ser discreta, mas meu cabelo desgrenhado
Denuncia minha passagem pelas ruas da cidade
As vezes rindo e entoando sambas
E as vezes trançando as pernas um pouco bamba
Eu provocativa, vi sua careca e fiquei estupefata
O que falar a você acompanhado naquela esquina?
Eu fui fazendo a fina
E acendi meu cigarro do outro lado da rua
Não encarei, não te procurei com o olhar
Mas, curiosa fiquei, e se acontecesse de eu te encontrar?
Eu, apaixonada, ainda fico sonhando com o momento
Que você vai olhar nos meus olhos
E dizer da saudade
E eu vou achar fascinante
Viver um romance de um dia com você
Mas como prefiro provocar, o afastamento de nossas histórias
Provoquei o desencontro
Fui para outro esquina
Encontrei um sambista charmoso
E fiquei bambeando nos braços dele
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Anseios poéticos de renovação VII
Amar o outro por inteiro
Amar o fio crespo do seu cabelo no saco
E achar um saco sua cara brava
E desajustada querendo partir pro nada
Esquece o cheio de esperança que existe no aqui agora
Fica inventando na mente criativa
Um milhão de histórias
Fica bravo, cabisbaixo pelo meu acelerar
Vontade disparada e rápida de mudar
Aí vem a mãe terra, natureza viva me acalmar
E de repente me olha nos olhos
E ignora a vontade de ficar
Amar por inteiro não tem nada com querer mudar o outro
Tem a complacência feminina e menina
De acreditar
Que o processo de mudar é junto
É inteiro, não é solitário ou individual
E que abrir mão ou mudar escolhas
Pra poder ser feliz é algo quase que natural
Não ter controle de nada faz da vida real
Deixá-la cheia de obviedades chega a ser banal
Quase um saco achar que o moderno
É o casual
E que o sincero é o informal
Informalidades a parte
Pedir a benção ao céu e a lua
É pedir benção pra uma anciã
Que na linha de umbanda
Que eu acredito representa Nanã
Se é pra evoluir, amar e fluir
Vou agradecer a cada manhã
Que rabugento, ou com a cara remelenta me diz bom dia
Que a cada segundo, que gira o mundo
Percebo sintonia
Nem sempre no amor vamos ter alegria
Nem sempre as escolhas são camas vazias
Nem sempre mudança é pra trazer insegurança
E nem sempre permanência é ausência de andança
Se nessa ciranda, de giro infinito encontrei você criança
Pra ser meu homem, e me fazer no presente a sua querança
Escola da vida, vem me ensinando a curar a ferida
A me sentir inteira e menos repartida
A minha felicidade depende apenas de mim
Mas posso colocar nela, alguém marrento sim
Que de marra, de ginga, de malandragem, de afeto
Não quer estar deserto...
Sempre é bom recordar que em determinado momento o amor se fez presente olhou nos olhos de ambos e disse: se entreguem.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Mente vazia e moradas abertas
Parece que pra matar algo interno
Precisa um outro esforço exagero
Pra libertar-se de si algo que aparentemente
Não foi vivido por inteiro
Aí das dúvidas que eu tinha em lhe falar a verdade
Mais fácil foi compreendê-lo como um artista
Psicodélico
E da sua psicodelia
Eu pouco entendo
Dos clássicos de nossa cultura ocidental:
Ilusão pra mim é ideologia
Falsa consciência
E eu, como transgressora
Fico em busca da utopia
Por mais que pareça mecânico minha visão bolchevique de mundo
E depois de ler os escritos acima
E desafiar minha mente
A te libertar dos mis sueños de amor
Eu dou uma gargalhada alta e saio com os meus compas
Para me embriagar do nectar do trabalho:
O álcool
Fico a julgar sua liberdade pequeno-burguesa dos festivais eletrônicos
Das drogas de cura quântica
De fugir do fútil e conhecer o exótico da cultura
Que você em meandros de falas desconexas e aparentemente sem preconceitos
Você nega ser fruto da terra brasil e do cangaço
E eu com minha beleza galícia
Afirmo que sou índia
Sem ter pisado na tribo
Porém tenho um mérito, desde pequena sofri a pobreza de ser filha do nordeste
Eu fico escrevendo coisas que quase não fazem sentido
A não ser que você artista
Fruto do amor que eu achei ter vivido
[apenas uma oportunidade de você não beber de sua solidão tosca]
A não ser que você artista
Capaz de compreender o que eu quero te dizer entre-linhas
Leia-me num blog pouco divulgado
A não ser para os chegados
Os chegados em achar psicodélico ter
Em algum momento da vida minhas pernas abertas [gargalhadas]
Ai meus orifícios ficando assados
De sentir seu falo bem amado
Dentro deles
Ai santa poesia que permite eu escrever tosquices
Sem propor generalizações
Aqui não sou santa
Não sou vítima
Nem uma putinha iludida por sua pica
Sou alguém tentando te entender artista
E sangrar todas as lágrimas da desilusão
De um amor mal vivido
Em seu íntimo
Foi por eu ter esse legado da ciência educacional ocidental
Em que vejo sua forma simples e ineficaz de explicar as coisas
Como algo tão retrô quanto o positivismo
Mas você vive a nostalgia retrô da psicodelia
Você se inventa desenhando mil vezes mil
Você em formas geométricas
Cromáticas
Fanáticas
Por si mesmo
E quando ler esse lindo poema de dor
De solidão
De dor de cotovelo mesmo
Quase uma coisa meio corna de ser
Você vai se sentir mais artista ainda
Por ser o muso da minha produção cultural
Que não tem haver com a luta de classes
Não faz parte de algo que supere a realidade concreta
É mais um monte de imaginação
De uma mocinha ingenua
Que adorava saborear sua pica
Em diferentes momentos do dia
Em diferentes locais
Ai a praça de Bagatele
Ai a praça do pôr-do-sol
Ai a praça do Jardim Rizo
Ai a praça do Bob
Ai a praça de nome nenhum e de coisa alguma como um amasso no seu carro
Sim esse foi mais um poema que eu deixo marcado as marcas que você deixou em mim
E me parece tão prazeroso saber que você lerá esse texto em algum momento
E saberá que é pra ti
E eu te direi nesse mesmo poema ó artista
Que pra compreendê-lo precisei fazer você corno
Não fui o mar de lealdade, fidelidade e benevolência
Nas minhas fantasias mais profundas eu fiz amor com mil
Mil vezes
Todas as vezes que em sua boca
Gozei geometrias psicodélicas
Ai tá sendo mais fácil te compreender dentro de sua psidodelia e mundo hippie alternativo
E me sentir contribuinte
De suas fantasias pós mundo adolescente
Em que pra você um mundo só é possível se você tiver prazer em vivê-lo
Caso contrário
Qualquer coisa que seja motivo de algum esforço é pouco valioso e descartável
E como abandonei a convivência contigo há dias
Quase uns 3600 e decidi por meus esforços
Em caro artista
Ser da utopia revolucionária bolchevique
Quase cristã
Em que a culpa e a desculpa
São algo próximo do afeto e do cuidado
Por você desconhecidos
E irei fazer poesias de protestos em outras camas
E rezarei outros mantras
Porque seus desenhos ficam muito distante da minha psicodelia sangrenta
Minha geometria é rubra
É fogo
Minha poesia
Eu assumo ruim
E quanto ao nosso amor, concordo contigo artista: não chegou ao fim
Precisa um outro esforço exagero
Pra libertar-se de si algo que aparentemente
Não foi vivido por inteiro
Aí das dúvidas que eu tinha em lhe falar a verdade
Mais fácil foi compreendê-lo como um artista
Psicodélico
E da sua psicodelia
Eu pouco entendo
Dos clássicos de nossa cultura ocidental:
Ilusão pra mim é ideologia
Falsa consciência
E eu, como transgressora
Fico em busca da utopia
Por mais que pareça mecânico minha visão bolchevique de mundo
E depois de ler os escritos acima
E desafiar minha mente
A te libertar dos mis sueños de amor
Eu dou uma gargalhada alta e saio com os meus compas
Para me embriagar do nectar do trabalho:
O álcool
Fico a julgar sua liberdade pequeno-burguesa dos festivais eletrônicos
Das drogas de cura quântica
De fugir do fútil e conhecer o exótico da cultura
Que você em meandros de falas desconexas e aparentemente sem preconceitos
Você nega ser fruto da terra brasil e do cangaço
E eu com minha beleza galícia
Afirmo que sou índia
Sem ter pisado na tribo
Porém tenho um mérito, desde pequena sofri a pobreza de ser filha do nordeste
Eu fico escrevendo coisas que quase não fazem sentido
A não ser que você artista
Fruto do amor que eu achei ter vivido
[apenas uma oportunidade de você não beber de sua solidão tosca]
A não ser que você artista
Capaz de compreender o que eu quero te dizer entre-linhas
Leia-me num blog pouco divulgado
A não ser para os chegados
Os chegados em achar psicodélico ter
Em algum momento da vida minhas pernas abertas [gargalhadas]
Ai meus orifícios ficando assados
De sentir seu falo bem amado
Dentro deles
Ai santa poesia que permite eu escrever tosquices
Sem propor generalizações
Aqui não sou santa
Não sou vítima
Nem uma putinha iludida por sua pica
Sou alguém tentando te entender artista
E sangrar todas as lágrimas da desilusão
De um amor mal vivido
Em seu íntimo
Em que vejo sua forma simples e ineficaz de explicar as coisas
Como algo tão retrô quanto o positivismo
Mas você vive a nostalgia retrô da psicodelia
Você se inventa desenhando mil vezes mil
Você em formas geométricas
Cromáticas
Fanáticas
Por si mesmo
E quando ler esse lindo poema de dor
De solidão
De dor de cotovelo mesmo
Quase uma coisa meio corna de ser
Você vai se sentir mais artista ainda
Por ser o muso da minha produção cultural
Que não tem haver com a luta de classes
Não faz parte de algo que supere a realidade concreta
É mais um monte de imaginação
De uma mocinha ingenua
Que adorava saborear sua pica
Em diferentes momentos do dia
Em diferentes locais
Ai a praça de Bagatele
Ai a praça do pôr-do-sol
Ai a praça do Jardim Rizo
Ai a praça do Bob
Ai a praça de nome nenhum e de coisa alguma como um amasso no seu carro
Sim esse foi mais um poema que eu deixo marcado as marcas que você deixou em mim
E me parece tão prazeroso saber que você lerá esse texto em algum momento
E saberá que é pra ti
E eu te direi nesse mesmo poema ó artista
Que pra compreendê-lo precisei fazer você corno
Não fui o mar de lealdade, fidelidade e benevolência
Nas minhas fantasias mais profundas eu fiz amor com mil
Mil vezes
Todas as vezes que em sua boca
Gozei geometrias psicodélicas
Ai tá sendo mais fácil te compreender dentro de sua psidodelia e mundo hippie alternativo
E me sentir contribuinte
De suas fantasias pós mundo adolescente
Em que pra você um mundo só é possível se você tiver prazer em vivê-lo
Caso contrário
Qualquer coisa que seja motivo de algum esforço é pouco valioso e descartável
E como abandonei a convivência contigo há dias
Quase uns 3600 e decidi por meus esforços
Em caro artista
Ser da utopia revolucionária bolchevique
Quase cristã
Em que a culpa e a desculpa
São algo próximo do afeto e do cuidado
Por você desconhecidos
E irei fazer poesias de protestos em outras camas
E rezarei outros mantras
Porque seus desenhos ficam muito distante da minha psicodelia sangrenta
Minha geometria é rubra
É fogo
Minha poesia
Eu assumo ruim
E quanto ao nosso amor, concordo contigo artista: não chegou ao fim
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Devaneios
Eu inventei você
Como algo que uma criança inventa ao re-escrever um conto de fadas.
Reescrita mal feita, com muitas marcas de borracha.
Apagando cada lembrança que causa dor.
Eu inventei um amor
Algo interno que teima em mostrar-se
Algo criança que as vezes ao invés de se expor tende-se a apagar-se
E ofuscar o brilho que há internamente, em mim.
Eu inventei querer crescer
Porque parece algo pouco natural
Ou difícil aceitar que pra crescer tem que morrer de forma gradual
E que perder tempo de vida não são coisas banais
E eu invento todo dia sair de mim e ir pra cima.
Entrar em mim e cair
E sair e entrar, e fechar os olhos e sonhar
E dormir mas não conseguir descansar
Caminhar e não sair do lugar
Pensar e se estafar
Sorrir pra não chorar
Amar e odiar
E odiar
Aquela invenção tosca
Aquela idealização boba
Aquela paixão avassaladora
Que foi inventada
Que foi inventada
Que foi inventada
Como algo que uma criança inventa ao re-escrever um conto de fadas.
Reescrita mal feita, com muitas marcas de borracha.
Apagando cada lembrança que causa dor.
Eu inventei um amor
Algo interno que teima em mostrar-se
Algo criança que as vezes ao invés de se expor tende-se a apagar-se
E ofuscar o brilho que há internamente, em mim.
Eu inventei querer crescer
Porque parece algo pouco natural
Ou difícil aceitar que pra crescer tem que morrer de forma gradual
E que perder tempo de vida não são coisas banais
E eu invento todo dia sair de mim e ir pra cima.
Entrar em mim e cair
E sair e entrar, e fechar os olhos e sonhar
E dormir mas não conseguir descansar
Caminhar e não sair do lugar
Pensar e se estafar
Sorrir pra não chorar
Amar e odiar
E odiar
Aquela invenção tosca
Aquela idealização boba
Aquela paixão avassaladora
Que foi inventada
Que foi inventada
Que foi inventada
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