terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Continuidades II - curiosIDADES

CuriosIDADES
Ansiosa...
Ansioso
Presunçosa
Vaidoso
Preguiçosa
Bonachão
Esperta
Bobão
Sem sentido
Intuição
Flecha acerta
Na contramão
Indo embora
Ficando
Partindo
Voltando
Chegando
Perto
Peito
Não tá aberto
Destino incerto
Tudo atoa
Papo reto
De curiosa
Veio a prosa
Despetalou a rosa

Continuou ansiosa

SEM GRACICE

Sem gracice
você fala o que sente
e fica sem graça
você fala o que sente
e ai deixa sem graça
ai vem o gelo
ou você quebra o gelo
com martelo
com foice?
com riso?
acha graça
seu sem graça





segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Continuidades

O padrão era aquele
Era aquele o padrão
Padronizou as crises
Mudou uns personagens

O padrão era aquele
De confusões confidenciais
Publicadas
Agora em murais

Outrora em muros...
Outrora em peles
Outrora outros padrões

O padrão era aquele
Achei uma frase bacana
Te disse como decorasse um texto
Para o nosso contexto

O padrão foi aquele
Não coube mais na história
Seguir os mesmos padrões
Previsibilidades tranquilizam
e são chatas

Delírios de uma noite de verão


como um sopro de esperança...
perdido na fumaça das fábricas...
como flores perdidas no meio da caatinga...
como uma vingança...
da deusa venus que quer que suas filhas só amem de partida ...
a chegada é só um sopro...

Anseios de Fartura II

Estive farta de ficar fazendo joguinhos vaidosos
Ficar, assediando seu olhar com meu olhar
Você me permitiu fartar
Depois de faltar-me com respeito
Puta, santa e menina
Confusa nas angustias de sua mão delicada
Esposa, vadia, fera picada
Insegura, aflita e agora libertada
Estive farta de fazer jogos vaidosos
Dei a última cartada
Venci os rancores esperançosos
Daquela conversa fiada
De reconciliação da alma magoada
Pra perdoar não precisa beijo
Beijo é tapete mágico de deusa do mar coquete
Menina que gosta de pular ondas cheias de pérola
Perdão precisa esquecimento
Ternura e amor nos versos...
De fartura e fertilidade
De amor e sinceridade

Anseios de fartura I

Estou farta
Mas não sou ingrata
Apenas fartei-me
Das desculpas esfarrapadas
Cuidado amigo
Amigo cuidado
Do cuidadoso gesto
Ao descuidado tapa
As vezes batemos com plumas
e essa dor doí
assumo que para me fartar
não faltou-me paciência
com o outro e não comigo
porque sempre me apresso
e tomo ciência
após a falta de eloquência
de que tomei decisões precipitadas
quando respiro
vem outros esfarrapados
ou destilar desculpas
ou destilar falsas sinceridades...
é muito simples dizer:
sou assim
é muito simples falar: fui sincero
e é muito simples dessuadir o outro
para ficar aparentemente em paz
das minhas pressas angustias
das minhas ansiedades desesperos
do meu próprio descuido descuidado
eu me sinto muito responsável
por ficar farta de sorrisos medíocres