quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Possíveis verdades Parte II

- Me beija! – falou ela colocando as mãos dele sobre seus seios. Ele os apertou
com força e foi descendo o rosto em direção a eles, e os beijou, os chupou, deixando-os
ouriçados. Ela sentiu que estava vermelha, quente, e as pernas foram se abrindo, ela
desceu as próprias mãos na altura de seu sexo, e começou a se tocar.
Ele achou irresistível vê-la tocar-se, e foi beijando seu ventre, até chegar em sua
vulva, e a beijou como quem beija uma boca, que procura todos os gostos e cheiros
naquela boca de mulher. Ela soltou um gemido, puxou o rosto dele em direção ao seu
rosto e o beijou, trocou de posição com ele, o jogou na cama, e aos poucos foi
colocando o preservativo nele.
Após colocar o preservativo, foi descendo devagarinho, se encaixando, querendo
sentir ele dentro de si.
Ele não acreditou que via aquela cena, ela em cima dele o cavalgando. Uma
doçura, e uma quentura, e uma paz. Um pouco de medo, mas um medo de ter o prazer
de vê-la gozar.
Trocaram de posições até fazer muitas das que tinham vontade, e que lhe dariam
prazer, até que em um momento de cumplicidade, troca de horários, beijos e carinhos,
os dois se viram mortos, um em cima do outro.
Ela desfilou nua na frente dele em direção da sala e voltou com um maço de
cigarros. Acendeu um para ela e outro para ele:
- Pegue.
Pegou um cinzeiro e deu na mão dele. Olhou para o cigarro que fumava, mas
evitou olhar no rosto dele.
- O que foi? Você está bem?
- Acho que eu me precipitei.
- Eu não respondi a você, mas eu não tinha medo de me arrepender. Eu não me
arrependi. Deveria ter acontecido antes.
Ela olhou firme pra ele, surpreendida.
- Como assim?
- Você é assim, paixão! E fica se controlando, com medo de magoar as pessoas.
- E isso que fizemos, não poderia magoar alguém?
- Pode magoar alguém sim, mas se não fizéssemos, talvez não iria magoar
alguém? Porque você pode se magoar?
- Eu não estou me magoando...
- Não agora... espero, que esteja feliz agora...
- Como assim? – respirou fundo. – Eu também quis estar com você, porque eu
gosto muito de estar com você.
- Eu também, não sei se é muito, mas é verdade.
Ela respirou firme, abraçou ele, pegou o notebook do chão, colocou uma
camiseta, ele também colocou, se apertaram na cama, e continuaram a assistir o filme.

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