domingo, 13 de outubro de 2013

Esperança


E ela o fitava diariamente, com aqueles olhos de malícia, que o incomodavam, o assustava, ela disfarçava dissimulando o sorriso, mexendo no cabelo, esperando que sequer ele reparasse seu interesse, mas era bobagem, porque ela sempre tocava com as pontas dos dedos suas coxas, num gesto de suposta ingenuidade.
De fato ela poderia ser considerava ingênua, por querer tanto se aproximar de alguém como ele, porque bem, na vida em que as relações são de trocas simbólicas, ele pouco poderia oferecer-lhe a não ser as utopias e os sonhos de alguém que quer mudar sua condição de vida;
Blablás acadêmicos, para ela os dele não eram enfadonhos, não eram mesquinhos, eram talvez presunçosos, e talvez ele fosse presunçoso em sempre estabelecer limites entre o corpo dela e o dele.
Mas naquela noite ele sequer se deu ao empenho de repulsa-la, ela com ar de pidona fez com que as mãos e braços dele enlaçassem seu corpo, ele pediu que ela deitasse por cima de seu corpo e lhe oferecesse os beijos que guardara com tanto carinho.
Ele deslocou a boca para os biquinhos do peito ouriçados, e ficava a vasculhar com as mãos os pelos de sua genitália... ela também com as mãos procurava no sexo dele, e ele aos poucos pulsava nas mãos dela, geladas...

E ela o fitava diariamente, e ele fugindo do olhar de lembrança daquele corpo nu em seus braços... ele queria trazer o corpo dela de novo ao corpo dele, mas tinha medo que a ansiedade acabasse com a esperança... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário