Você passa anos nesse labirinto e percebe simplesmente que o mundo mudou, olha-se no espelho e percebe-se mais velha, cansada, desanimada sem ânimo...
Como retomar esses anos? Você realmente perdeu-se no labirinto, ou entrou inconscientemente para se achar?
Começa a tentar reviver coisas de forma nostálgica, ou realmente todas essas novas ações para se reestruturar no mínimo são novidades?
Como conter a ansiedade das possibilidades que essa vida lhe reserva?
Um bom motivo para viver é aguçar a percepção acerca da vida e do mundo, olhar o mundo com olhos de ver, sentir a vida a flor da pele...
Porém a paciência, idade, maturidade, experiência de vida vai aos poucos te ajudando a matizar, as pessoas também contribuem demais para esse processo que é a vida...
Mas, há momentos em que a solidão é necessária, que há demasiadamente necessidade de estar consigo...
E enfrentar o medo de sair do labirinto, e de repente, entrar em outro, se assim os percalços da vida fizerem...
Trata-se de uma crença em destino? Ou uma valoração do tempo enquanto grandeza que raciona uma série de ações...
Nunca me dediquei a estudos do ser e da alma, mas me sensibilizo com as sensações que a vida e as pessoas podem despertar uma nas outras...
Por fim termino esse post com um poeminha que escrevi pensando em flores:
De passagem
entre várias flores desenhadas no papel
os vários riscos dos desenhos que eu nunca fiz
estão as palavras de uma romântica
que se tranca no quarto e escreve poesias
porque ainda não conseguia fazer da vida uma
entre vários caminhos turvos
entre notas desonantes
aquelas notas que eu nunca aprendi a tocar
aqueles caminhos que com dificuldade eu andei,
tranquei-me no quarto como romântica e outras flores eu desenhei
entre as várias flores que eu vislumbro ter
tatuadas no corpo, ou marcadas na alma
algumas murcharam...
foram presenteadas há tempos
e como não eram de plástico, morreram
entre a razão e sensibilidade
dedilhando sutilezas da vida cotidiana
eu me coloco como humana
e arrisco a errar
a trancar-me no quarto
deixar a vida passar
observando algumas flores pela janela
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