quarta-feira, 9 de outubro de 2013

De passagem

De repente você acorda e se vê em um pesadelo, para aguentar esse pesadelo você passa a entrar num labirinto, procurando a saída cria um conjunto de regras, ações, objetivos, projeções, entre outras coisas que você nunca imaginou fazer, ou ainda inventando um personagem que está entro de você...
Você passa anos nesse labirinto e percebe simplesmente que o mundo mudou, olha-se no espelho e percebe-se mais velha, cansada, desanimada sem ânimo...
Como retomar esses anos? Você realmente perdeu-se no labirinto, ou entrou inconscientemente para se achar?
Começa a tentar reviver coisas de forma nostálgica, ou realmente todas essas novas ações para se reestruturar no mínimo são novidades?
Como conter a ansiedade das possibilidades que essa vida lhe reserva?

Um bom motivo para viver é aguçar a percepção acerca da vida e do mundo, olhar o mundo com olhos de ver, sentir a vida a flor da pele...

Porém a paciência, idade, maturidade, experiência de vida vai aos poucos te ajudando a matizar, as pessoas também contribuem demais para esse processo que é a vida...

Mas, há momentos em que a solidão é necessária, que há demasiadamente necessidade de estar consigo...
E enfrentar o medo de sair do labirinto, e de repente, entrar em outro, se assim os percalços da vida fizerem...
Trata-se de uma crença em destino? Ou uma valoração do tempo enquanto grandeza que raciona uma série de ações...

Nunca me dediquei a estudos do ser e da alma, mas me sensibilizo com as sensações que a vida e as pessoas podem despertar uma nas outras...

Por fim termino esse post com um poeminha que escrevi pensando em flores:

De passagem

entre várias flores desenhadas no papel
os vários riscos dos desenhos que eu nunca fiz
estão as palavras de uma romântica
que se tranca no quarto e escreve poesias 
porque ainda não conseguia fazer da vida uma 

entre vários caminhos turvos
entre notas desonantes 
aquelas notas que eu nunca aprendi a tocar
aqueles caminhos que com dificuldade eu andei,
tranquei-me no quarto como romântica e outras flores eu desenhei

entre as várias flores que eu vislumbro ter
tatuadas no corpo, ou marcadas na alma
algumas murcharam...
foram presenteadas há tempos
e como não eram de plástico, morreram

entre a razão e sensibilidade
dedilhando sutilezas da vida cotidiana
eu me coloco como humana
e arrisco a errar
a trancar-me no quarto
deixar a vida passar
observando algumas flores pela janela 

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