Tinha vezes que os sonhos eram vários, e acordava úmida, transtornada, pensando que aquilo não passava de um desejo... porém romântica, se algo acontecesse, independente de ser bom o ruim, poderia nutrir um sentimento. E assim foi. A nostalgia se fazia presente em pensar em permanecer junto...
O corpo do outro? Corpo de gente, cheiro de gente, gosto de gente... De gente que você quer cuidar, que você fecha os olhos e sente cada toque do lábio... sedenta... de amor...
Por isso se sentia menina... não era a lembrança de um mastro grande, rígido, e forte, a penetrando e a deflorando... pelo contrário, rompia com todos os padrões de virilidade construídos, e que nós mulheres construímos em nosso imaginário a figura desse corpo viril de dar prazer... porém era imensurável o prazer que sentiu-se ao ser abraçada, beijada...
As mãos dele eram quentes, ásperas, mas a tocavam como plumas delicadas...
Ela ficava nostálgica lembrando cada sorriso trocado, sentindo o cheiro que ficou em seu lençol que não teve coragem de trocar, para que de alguma forma, pudesse senti-lo por perto...
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