Agitada com o fechamento de ciclo, mais um ano que acabava, ela ficava a cada segundo olhando o celular para ver se tinha alguma mensagem de alguém. Seu olhar não era para política, nem para amigos, muito menos estudos, ou todas aquelas coisas que a encantam, nem era para afetos, ou pessoas para conhecer, ela agitada simplesmente olhava o celular.
Lembrou de algumas obsessões, de coisas que ela achou que tivesse resolvido, mas de repente se fizeram latentes. A fuga de se relacionar mais profundamente com alguém, a falta de tempo para todos, e inclusive para si mesma, e de como se jogava numa rede de pensamentos viciados, de auto-destruição, engano e ausência de perdão.
Realmente ela vivera uma relação conturbada, e que de repente o luto de perder um grande amor mais uma vez reverberou... ou mais a luta para ganhar o grande amor: de si e para si.
Chorou, chorou, sentiu-se menos, feia, frustrada, péssima profissional, péssima em tudo que se propunha fazer, egoísta, medonhamente egoísta, dramática... e mais, não estava sabendo lidar com a tristeza da amiga que adoecia...
Agora não era só rememorar o pranto de perder um amor vivo, era perder a oportunidade de envelhecer junto com alguém que a história se encontrou, e não ter forças para fortalecer o outro... murchava lentamente...
Nenhum comentário:
Postar um comentário