quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Mente vazia e moradas abertas

Parece que pra matar algo interno
Precisa um outro esforço exagero
Pra libertar-se de si algo que aparentemente
Não foi vivido por inteiro

Aí das dúvidas que eu tinha em lhe falar a verdade
Mais fácil foi compreendê-lo como um artista
Psicodélico
E da sua psicodelia
Eu pouco entendo

Dos clássicos de nossa cultura ocidental:
Ilusão pra mim é ideologia
Falsa consciência
E eu, como transgressora
Fico em busca da utopia
Por mais que pareça mecânico minha visão bolchevique de mundo

E depois de ler os escritos acima
E desafiar minha mente
A te libertar dos mis sueños de amor
Eu dou uma gargalhada alta e saio com os meus compas
Para me embriagar do nectar do trabalho:
O álcool

Fico a julgar sua liberdade pequeno-burguesa dos festivais eletrônicos
Das drogas de cura quântica
De fugir do fútil e conhecer o exótico da cultura
Que você em meandros de falas desconexas e aparentemente sem preconceitos
Você nega ser fruto da terra brasil e do cangaço
E eu com minha beleza galícia
Afirmo que sou índia
Sem ter pisado na tribo
Porém tenho um mérito, desde pequena sofri a pobreza de ser filha do nordeste

Eu fico escrevendo coisas que quase não fazem sentido
A não ser que você artista
Fruto do amor que eu achei ter vivido
[apenas uma oportunidade de você não beber de sua solidão tosca]
A não ser que você artista
Capaz de compreender o que eu quero te dizer entre-linhas
Leia-me num blog pouco divulgado
A não ser para os chegados
Os chegados em achar psicodélico ter
Em algum momento da vida minhas pernas abertas [gargalhadas]
Ai meus orifícios ficando assados
De sentir seu falo bem amado
Dentro deles

Ai santa poesia que permite eu escrever tosquices
Sem propor generalizações
Aqui não sou santa
Não sou vítima
Nem uma putinha iludida por sua pica
Sou alguém tentando te entender artista
E sangrar todas as lágrimas da desilusão
De um amor mal vivido
Em seu íntimo

Imagem relacionadaFoi por eu ter esse legado da ciência educacional ocidental
Em que vejo sua forma simples e ineficaz de explicar as coisas
Como algo tão retrô quanto o positivismo
Mas você vive a nostalgia retrô da psicodelia
Você se inventa desenhando mil vezes mil
Você em formas geométricas
Cromáticas
Fanáticas
Por si mesmo
E quando ler esse lindo poema de dor
De solidão
De dor de cotovelo mesmo
Quase uma coisa meio corna de ser
Você vai se sentir mais artista ainda
Por ser o muso da minha produção cultural
Que não tem haver com a luta de classes
Não faz parte de algo que supere a realidade concreta
É mais um monte de imaginação
De uma mocinha ingenua
Que adorava saborear sua pica
Em diferentes momentos do dia
Em diferentes locais

Ai a praça de Bagatele
Ai a praça do pôr-do-sol
Ai a praça do Jardim Rizo
Ai a praça do Bob
Ai a praça de nome nenhum e de coisa alguma como um amasso no seu carro

Sim esse foi mais um poema que eu deixo marcado as marcas que você deixou em mim
E me parece tão prazeroso saber que você lerá esse texto em algum momento
E saberá que é pra ti
E eu te direi nesse mesmo poema ó artista
Que pra compreendê-lo precisei fazer você corno

Não fui o mar de lealdade, fidelidade e benevolência
Nas minhas fantasias mais profundas eu fiz amor com mil
Mil vezes
Todas as vezes que em sua boca
Gozei geometrias psicodélicas
Ai tá sendo mais fácil te compreender dentro de sua psidodelia e mundo hippie alternativo
E me sentir contribuinte
De suas fantasias pós mundo adolescente
Em que pra você um mundo só é possível se você tiver prazer em vivê-lo
Caso contrário
Qualquer coisa que seja motivo de algum esforço é pouco valioso e descartável
E como abandonei a convivência contigo há dias
Quase uns 3600 e decidi por meus esforços
Em caro artista
Ser da utopia revolucionária bolchevique
Quase cristã
Em que a culpa e a desculpa
São algo próximo do afeto e do cuidado
Por você desconhecidos

E irei fazer poesias de protestos em outras camas
E rezarei outros mantras
Porque seus desenhos ficam muito distante da minha psicodelia sangrenta
Minha geometria é rubra
É fogo
Minha poesia
Eu assumo ruim
E quanto ao nosso amor, concordo contigo artista: não chegou ao fim



Nenhum comentário:

Postar um comentário