Amar o outro por inteiro
Amar o fio crespo do seu cabelo no saco
E achar um saco sua cara brava
E desajustada querendo partir pro nada
Esquece o cheio de esperança que existe no aqui agora
Fica inventando na mente criativa
Um milhão de histórias
Fica bravo, cabisbaixo pelo meu acelerar
Vontade disparada e rápida de mudar
Aí vem a mãe terra, natureza viva me acalmar
E de repente me olha nos olhos
E ignora a vontade de ficar
Amar por inteiro não tem nada com querer mudar o outro
Tem a complacência feminina e menina
De acreditar
Que o processo de mudar é junto
É inteiro, não é solitário ou individual
E que abrir mão ou mudar escolhas
Pra poder ser feliz é algo quase que natural
Não ter controle de nada faz da vida real
Deixá-la cheia de obviedades chega a ser banal
Quase um saco achar que o moderno
É o casual
E que o sincero é o informal
Informalidades a parte
Pedir a benção ao céu e a lua
É pedir benção pra uma anciã
Que na linha de umbanda
Que eu acredito representa Nanã
Se é pra evoluir, amar e fluir
Vou agradecer a cada manhã
Que rabugento, ou com a cara remelenta me diz bom dia
Que a cada segundo, que gira o mundo
Percebo sintonia
Nem sempre no amor vamos ter alegria
Nem sempre as escolhas são camas vazias
Nem sempre mudança é pra trazer insegurança
E nem sempre permanência é ausência de andança
Se nessa ciranda, de giro infinito encontrei você criança
Pra ser meu homem, e me fazer no presente a sua querança
Escola da vida, vem me ensinando a curar a ferida
A me sentir inteira e menos repartida
A minha felicidade depende apenas de mim
Mas posso colocar nela, alguém marrento sim
Que de marra, de ginga, de malandragem, de afeto
Não quer estar deserto...
Sempre é bom recordar que em determinado momento o amor se fez presente olhou nos olhos de ambos e disse: se entreguem.
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