De forma inusitada, hoje o sentimento de luxúria me fez sentir saudades dos teus dentes cravados na minha bunda, coisa que nunca existiu entre nós dois, mas que eu fiquei na vontade. Senti saudade do fato nunca ocorrido porém, desejado.
O que aconteceu, entre nós, foi o contrário de sua boca ou sua mão ser cravada em minhas nádegas e me deixar marcas, o fato, nossos encontros, tinham algo de eu mirar suas ancas, e te sugerir vestir-se com uma tanguinha, e colocar uma música dessas de rebolar a bunda, e pedir-lhe para que dançasse.
Foi engraçado, menos excitante que seus áudios, confidências de suas vontades: alguém lhe posse uns cornos, e te chamasse de brocha, de menina mimada.
No dia que colocou a tanga, eu peguei o meu celular e filmei sua bunda, ela era seca, com pouca carne, alguns pelos, uma bunda nada feminina, no entanto você me pediu para que eu te batizasse com um nome nosso, um nome de menina.
Eu ficava tão sem graça, achava aquilo um absurdo sem tamanho, que eu não conseguia lhe chamar de nada, apenas ria, e muitas vezes você percebia como invasão. No entanto me nomeie MADAME. Achei por bem ser assim, mas nunca quis te subjugar, no fundo achava que se te concedesse alguns prazeres, esses seriam retribuídos.
Eu sentia que essas histórias que você me contava como confidência não eram necessariamente segredos, era uma personagem sua, que você queria expor a alguém, e não se intimidaria se eu contasse para um número secreto de amigas.
Fazia parte do nosso arranjo "romântico" parecer que eu dizia de ti e de suas excentricidades para minhas confidentes, como um achado, algo desconstruído entre os homens com os quais me deitei.
No entanto passei a ter vergonha, cada encontro - desses que eu imaginava te sentir dentro de mim, a imaginava sua boca me fudendo e suas mãos dedilhando meu corpo - eram frustrados com a cena de eu ter que fazer todo serviço, inclusive te comer.
Por fim, se assim posso dizer, nunca tive a sensação do seu pau na minha buceta, muito menos se você sabe usar sua língua em meu clitóris... nunca senti meu gosto em sua boca, no entanto você sentiu seu gosto na minha.
O desconstruído caso do cu narcísico, porque só teu cu fez festa com minhas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário