domingo, 15 de agosto de 2021

Ensaios poéticos de uma boa mulher II

Surpreendentemente depois de umas taças de vinho sugeriu que eu ficasse.
Estava frio, e eu já estava lenta, sono e um beijo me convenceram de pernoitar. 
Mais coisas me convenceram: a casa era bem arrumada, cheirava limpeza, e os lençóis eram macios. 
Também havia um aquecedor. 
Sem muita intimidade ele perguntou se eu queria transar, e não me opus a possibilidade da transa.
No entanto não estava funcionando, não sei se falta de química, desejo, ou realmente parecia tudo mecânico, algo pouco ensaiado, as mãos não se encontravam, o corpo também, aliás acredito que talvez o frio trouxe a dificuldade de seu membro enrijecer.
Fiquei um pouco frustrada e ele sugeriu então que eu ficasse de quatro. 
Achei interessante, não teria que olhar pra cara dele e demonstrar minha frustração, e talvez assim, olhando para minhas nádegas pudesse sentir um calor e o membro enrijecer.
Eu gostei quando antes de me comer, ele deu uma boa lambida na minha xana, até me iludi achando que ele ia ficar muito tempo ali me lambendo, mas não, tratou-se apenas de uma amostra grátis. 
Ele me comeu, gozou, e ai resolvemos dormir. 
Apesar de conhecer meu corpo, e meus espasmos, acho que o frio fez com que eu sentisse algo próximo de um projeto de gozo sabor frustração. 
No dia seguinte, café da manhã, manteiga de garrafa, pães integrais... pensei eu, pelo menos o serviço de quarto foi de boa qualidade. 
Talvez eu retorne para tomar novamente um vinho do bom, e ter companhia? 
Talvez a lembrança de  pernoites em colchões cheios de ácaros me fez achar o encontro interessante. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário