domingo, 17 de março de 2019

Sobre futuros

Exercício atividade momentânea de pensar sobre o presente a partir de gatilhos sobre dinheiro e mercadoria... 

O que eu tenho para viver ??
Apenas minha ideologia, que a pouco foi proibida de ser disseminada... Quem proíbe? Eu mesma ? O presidente, ou os meus semelhantes que me colocam como não falante... o mito da caverna se faz presente em a cada momento cotidiano... buscar a luz, e parar de conviver com as sombras é um exercício conflituoso de descobrir o novo, que já ali estava.
Se a ideologia é uma visão social de mundo, é complicado me obrigarem a ter aquela dos dominantes... aliás de um grupo dominante pouco coeso, que nega o conhecimento, a arte, a livre expressão do pensar... e o que fazemos...
Fico refletindo, e exprimindo aquilo que me aflige, fico constantemente revendo e revisitando minha história.
Olho para os objetos, ativo sonhos e angustias, e me encontro, mesmo que aparentemente parada, em luta.
Acomodar nas minhas caixinhas de referência aquilo que aprendo no cotidiano é tarefa para mais de anos.
Sou social, sou política, sou emoção, sou eu... e soul várias...
Sou um querer ser e ter empatia por alguém que não tem os mesmos privilégios que eu. Sou um lutar constante contra o tédio, sou refletir aquilo que me movimenta.
O que eu tenho para viver?
A minha força de trabalho, potencial criativo que quando não alienado pode transformar... potencial criativo que pode superar o estado atual das coisas. Será??
Será que se trata de uma poética retrô usar a palavra REVOLUÇÃO para plantar o amor??
Amor não é romance, intriga, posse, conduta que aprisiona, doutrina, e proclama a morte.
Amor é estado de alegria e sorte, e sorte é um buscar de escolhas que lhe tragam bem estar da alma. Por isso soul.
Por isso caminho errante, pensando que o futuro é agora... plantei diferentes sementes em diferentes frentes na história, e fazer a síntese, é como co-habitar, momentos, espaços e ideias, num mesmo tempo da história.

Esses dias caminhava entre multidões e pensava na multiplicidade das coisas... ao mesmo tempo caminhava pensante com minhas memórias... soul mais que uma mãe militante da creche universitária. Sou mais que uma estudante de educação libertária, sou um caminhar constante em uma fé revolucionária.

Sou samba... e por isso misturo... por isso misturo meu fazer pensante, que rotulam-me de intelectual... no entanto não vendo ideias... volto o texto no começo, e minha ideologia, aquilo que me move e me faz ser e estar no mundo, não pode ser usada... nesse sentido ela é utopia que busca transformar aquilo que a mim foi condicionado, e construir novas condições que vão além das determinações.

Determina -Ação... busco me auto-determinar num fluir e pensar confuso e pós-moderno... a crise existencial está posta, e disposta nas conversas de bar, nas conversas no celular, nos encontros fortuitos na penumbra da noite.
O luar é testemunha daquilo que sonhamos, o povo é agremiação da luta/luto que cantamos.
E esse fluir de pensamento escrito, descrito, talvez ainda na égide de uma miss romântica, que leu pequeno príncipe, não é apenas terapia virtual, é virtude de alguém que ainda se acalma escrevendo algumas linhas para dialogar de forma horizontal com aqueles que querem fazer isso.

Aqui não troco trabalho, apesar de entender que assim o é...
Aqui não troco coisas, apesar de serem coisas os objetos e sentimentos que nossa mente produz.
Aqui não imponho regras, apesar que organizar o texto dentro de palavras numa lingua específica exige algumas regras para ser compreendida...

Acredito que uso de ferramentas que posso acessar para contextualizar meus anseios...

Exercício atividade momentânea de pensar sobre o presente a partir de gatilhos sobre dinheiro e mercadoria... 


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