sexta-feira, 3 de abril de 2020
Notas de isolamento
A tensão era muita, o corpo estava todo roliço, o seios com os bico protuberantes, e a vulva, inchada... escorria algo adocicado, ela colocava os dedos lentamente, e preferia tocar a carne que se formava na junção dos grandes lábios. A ereção vinha, e de repente, um alívio na forma de gozo... mesmo assim se manteve tensa...
Na manhã seguinte, viu o sangue jorrar de sua vagina... fazia a limpeza com o chuveirinho, e observava aquele vermelho colorindo o vaso, e ela ficava vibrante como ele.
Sentia um certo rancor e de contar mentiras, ao menos a si mesma. A sua menstruação era prova de liberdade, sua paixão era uma grande ironia. Como se apaixonar pelo vento, sendo que ele entrava tímido pela janela? Nem trazia aquele frescor gostoso, e nem bagunçava seus cabelos.
Como amar a rua, sendo que agora era limitado sua ocupação. A rua era apenas uma memória. Uma memória colorida cheia de encantos. Nem precisava mais viajar pra lugares de natureza. A rua era seu destino, a rua era sua namorada. A rua era seu grande amor, que ela não podia ocupar e dançar nela.
E como ela queria essa rua... o vento paixão antiga, e a rua amor de sempre e pra vida inteira, e colocava agora distante como nunca fora. Lembrou-se de como era feliz sentada na rua cantarolando.
E seu corpo tenso, porque certamente, quando puder voltar a tocar a rua, não será como antes.
Talvez inventar mentiras e fantasias de algo que não acontecia...
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