Maria foi deitar, e na brisa do sono começou a rememorar tudo o que viveu... forjou em pensamento um encontro com Téo, e ele aceitando encontrá-la, mesmo em quarentena, ouvia atentamente sua narrativa.
Maria disse a ele de como haviam se conhecido, e cada coisa que foi sentindo, desde a tensão sexual, e o desejo de na cama ser sua puta, até as histórias que orbitavam sua vida. Sua mudança de volta a capital, amores do passado ainda precisando ser encerrados, o frenezi de tê-lo conhecido, e o misto de ausência de paixão e excesso de desejo.
Ela foi se envolvendo com ele, a um passo, que depois de uns seis meses de relação intensa, ela se percebeu apaixonada, querendo morar na carne dele... para ela tudo estranho, porque ela nunca sentiu algum afeto da parte dele, nada além e cama e desejo, além de um bem estar em ficar junto, não sabia se poderia chamar amor, e por isso estabanada se viu toda atrapalhada, entre cobrar algo a mais e estragar a relação que para ela era perfeita.
Perfeitamente infeliz, ficou mais ainda sem ele, mas um pouco de amor próprio era preciso...
Em sua alucinação falava de tudo, e ele se quer respondia algo, então ela nessa alucinação, brisa, sonho, desejo de vê-lo e contar tudo, porque de fato ela sentia culpa em não tê-lo.
Ao ver que jamais obteria resposta porque não tinha o porque abrir seu coração a esse homem e contar sua loucura, mas se queria uma resposta, talvez algo de paixão, ou uma indiferença de vez...
Foi se acalmando, respirando fundo, e ai forjou uma outra narrativa. Ela apenas o queria como amigo, lembrou de quantas vezes mentiu pra si assim e de fato teria sido sincera: disse a ele que não o queria comigo. Mas agora talvez uma mentira sincera, uma aproximação sem o karma da cama.
Tudo tão confuso, um amor nunca quisto, um namorado imperfeito... enfim desfeitos um para o outro... sua insônia tinha nome de Téo, nem no relaxamento da marijuana ele se fazia ausente.
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