Poderia ser o início ou final de um conto, pelo momento só uma narrativa viável
Ele olhou nos meus olhos e disse, como que aliviado:
- Começamos errado as coisas...
Eu respirei, ouvi seus argumentos, e não sabia como me sentir melhor frente ao colocado. Eu de maneira inocente me deixei levar por uma impulsividade. Culpá-lo, e desculpá-lo do impulso leviano de dizer-se apaixonado sem de fato ter certeza?
Não o culpei, porém, o desculpei, não há como ter certezas, a vida é uma "caixinha de surpresas" - um pensamento mecânico e chavão - mas, para aliviar a tensão, melhor se apegar a ditos populares, do que ficar a caraminholar coisas extraordinárias.
Não foi fácil... o impulso pós conversa foi deixar como está, mas após uma noite bem vivida na companhia dele, não me contive.
Me senti em uma situação desconfortável, relutante, em afirmar que eu estava apaixonada, e neste exato momento não saberia fugir da situação, mas fiz o que deveria ser feito dei espaço.
Passado três dias sem nenhum telefonema ou contato, resolvi deixar ir pelo sentimento e mandei uma mensagem:
"E ai? Podemos nos ver hoje?"
Segundos depois, o telefone da sinal de vida, e visualizo uma carinha feliz e: "Fiz lasanha. Quer um pedaço?"
Respondi de pronto: "Quero, vou levar um vinho!"
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