Essa coisa de pandemia fez eu perceber o quanto talvez eu não de conta do outro.
O quanto sou arrogante, mesquinha, o quanto sou ansiosa e falante, e como tudo isso no extremo da carência, pode ser insuportável.
Também há momento de desespero, que o sentimento do tempo passando, das formas corpóreas se alterando faz com que você se afunde. E sinceramente, me sinto narcisista.
Tenho casa, contas pagas, e alguns quilos a mais, e isso não deveria me afetar tanto.
Mas o tempo urge, a vida passa, e por mais que eu não queira dar tanta ênfase para uma relação, me sinto sozinha. Começo a pensar dos meus sonhos de outrora, e fico apavorada de um dia não casar, não ter mais filhos, ou coisas do tipo... e me sinto boba.
Lidar com uma situação de gestão de crise canalha, em um país da impunidade, e ter que dizer adeus pra subjetividade.
Já são mais de 13 anos nos conflitos de sentir-se amada, sentir-se querida, e ao mesmo tempo também amar e desejar o outro.
Não sou hipócrita, aparecem pretendentes, dos mais variados, mas muitas vezes não me despertam desejo. Não dá pra explicar racionalmente gostar de alguém.
seguimos escrevendo
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