Era algo sorrindo faceiro,
De repente olhou nos olhos e disse querer ficar
Mas presente do mar
No corpo de gente
Retorna pro mar na forma de peixe
Delírio, suspiro, incerteza, impulso
Nos braços da terra
Encostado na alma de carvalho
Sorriu sorriso de melancolia
E percebeu que toda rigidez e segurança
Frente a demandas maiores
Do tempo, acaso, destino
[talvez farsa]
Pudesse quem sabe quebrar
Rendeu-se a sinceridade
Sensatez de querer se fazer de passagem
E apenas lhe doou
Não como migalha
Mas como presente na forma de concha
Um longo silêncio.
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