(sem título)
Das conversas de vida e morte
Do envelhecer e perceber
Que ela leva...
Leva o sonho do matrimônio desfeito
Na morte matada do acaso
Acidente na margem da rodovia
Leva a amizade longa
Morrida no leito
Do hospital escola
Estudantado que testa
A cura no corpo do trabalhador
Que o Sus procura
Leva a lembrança
Do ente querido que de morte morrida
Se despede
E o amor meu bem?
Questiono se morre de morte matada
Como na explosão do carro de combustível
Que por fatalidade
Queima até carbonizar o corpo de quem dirige
Ou se morre de morte morrida
Porque o tempo faz-o envelhecer
E contrair tudo de mazela crônica
Várias ites que matam o amor
Pelo cansaço de amar
Será necessário uma morte matada acidente?
Um novo amor que rouba de assalto o amante?
E mata consigo a esperança?
Ou por invasão, ou de forma invasiva ?
O amor perdido, sem te fato ter morrido
Pede, ou lembra
Que é imortal, posto que é chama
E que se dura em um dos corações,
Independente da morte matada ou morrida
É verdadeiro
E se modifica o instante
Faz do momento memória
E memória só apagada com esquecimento
Sendo assim amor não morre
Só não se lembra
Nenhum comentário:
Postar um comentário