quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Samba de mudança II

Eu sai pulando na chuva
Voltei pra casa e lavei minh'alma em banho quente
Pra que mentir pra mim mesma
Não te esquecerei de repente
Mas eu vou encontrar um jeito pra não ficar doente

Que não seja me afogar nessa tristeza
Que a chuva sirva pra me acalmar
Que minha mãe Oyá me proteja
Pra que novos ventos eu ei te tempestar

Eu sai pulando na chuva
E coube como uma luva a alma que cai do céu
Corpo frio alma quente
E mesmo com o peito doente
Minha mãe Oyá fez de suas águas seu véu
Pra secar o pranto errante
Porque nem sempre é amor ter um amante
Se é pra eu solitária seguir adiante
Sigo pulando na chuva saltitante

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