quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A variável tempo no meu processo de escrita

Introdução?
Muitos sabem que minha formação universitária inicial é em jornalismo, no entanto, atuei sempre como amadora, por meio de trabalhos universitários, e num esboço autoral com um fanzine no ano de 2005, depois disso não mais comunicóloga.
Atualmente sou Pedagoga, e tenho atuado na educação em várias frentes, na educação formal e continuada, e por meio da minha área de pesquisa, Movimentos Sociais e Educação, como se fosse uma identidade secreta essa segunda atuação.
Também sou militante do feminismo materno, e mantenho esse blog para ser um espaço para algo que eu sempre gostei de fazer: escrever.
No entanto não sei como categorizar meu texto e tenho pensando sobre isso.
Nesse sentido acho que sou um tanto acadêmica, e por isso essa retomada de ideias nesse post pode ser chamada Introdução?

Desenvolvimento de uma ideia
Tenho olhado para os meus escritos e pensado muito em como as redes sociais, os suportes em que é possível veiculá-los são interessantes. Fiz duas publicações no facebook essa semana que entendo como prosa-poética, ou processo de criação poético não linear, porém com estrutura narrativa... detalhe: não sou da Letras, não sou das Artes... sou uma educadora... que ensaia escrever sobre coisas do cotidiano a partir do meu olhar e das minhas vivências com e para ele... então sou eu falando de mim. Isso mesmo, é um lugar que eu sou eu e acho que faço arte. E sim eu gosto de pensar sobre Arte, mas não sou acadêmica no assunto.
E bom quando me deparei com esses textos eu pensei “Uau, eu não consigo escrever mais poeminhas de amor...” e eu pensei também “Uau... não são indiretas!”, porque sim, tenho milhares de frases esquisitas que postei no facebook que eram indiretas... inclusive poeminhas... e sem problemas, é muito divertido e libertador fazer isso.
Uma amiga minha dizia que anotava num caderninho minhas frases malucas, e engraçadas postadas, e se alguém fez isso, de coração eu quero elas, para lembrar data e contexto...
Por que eu tô contando isso? Porque a proposta desse post é falar de produção de texto ao longo do tempo, pensando que esse tempo é um tempo muito estranho.

O Tempo
Eu descobri que eu falo sobre o tempo, eu uso falar de mim, de sentimentos, de vivências para contar da minha briga com o tempo.
E o que eu chamo de tempo são várias coisas, mas também é uma coisa bem concreta: medida. Sim, estou falando de matemática, estou falando de horas, dias, anos, segundos.
Estou falando de velhice, de juventude, estou falando de ritmo, de velocidade.
Junto com a grandeza hora, minuto, segundo, vem a ideia de espaço, de metros, aparecem outras grandezas, como aceleração, movimento, gravidade.
Para muitos o tempo é muito subjetivo, mas ele é muito concreto. Eu falo desse tempo. Com um olhar subjetivo, porque o tempo é também a chuva, o calor, o inverno, o frio... e eu estar aqui escrevendo sobre a passagem desse tempo...
Então estou pensando em Ciência, em História, em Economia... em relações de trocas, simbólicas ou não. Estou pensando em narrativas de começo, meio e fim.
Estou pensando em desfechos.

O tempo e os meus textos
Posso estar enganada, mas a ideia de tempo perpassa os meus textos, e agora com um novo grau de complexidade que tem me espantado. Parecia pra mim que antes amigas e amigos, conseguiam gostar porque me liam ao ler meus textos. E agora isso caiu por terra... os textos estão impessoais no sentido de que sinto que avancei nas questões, são questões mais dinâmicas, em que o tempo é algo que expõe o tempo presente: essa coisa superficial, fluída e caótica.

Tentativa de desfecho...
No início desse texto elaborei algo que chamei de processo de criação poético não linear... porque sinto que a linha do tempo, ou a linha de raciocínio não é rígida, seguindo uma estrutura fechada... e que o processo de revisão é um processo de re-visão. Muitos textos publicados no blog, eu quando editei eu novamente coloquei uma nota, acrescentei ao algo ao texto, dizendo que ele foi de um jeito e agora nesse mundo virtual está de outro, para pensarmos essa não linearidade, e a possibilidade que internet tem de provocar a quem escreve de maneira amadora, como eu que possa voltar no texto e re-pensar, a partir de um novo contexto de produção.
Posso de repente ter uma produção linear e meu processo ser muito mais linear do que eu penso... mas estou parando pra pensar sobre meu processo de escrita de algo... que pretendo que seja lido.




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