Introdução?
Muitos
sabem que minha formação universitária inicial é em jornalismo, no entanto,
atuei sempre como amadora, por meio de trabalhos universitários, e num esboço
autoral com um fanzine no ano de
2005, depois disso não mais comunicóloga.
Atualmente
sou Pedagoga, e tenho atuado na educação em várias frentes, na educação formal
e continuada, e por meio da minha área de pesquisa, Movimentos Sociais e
Educação, como se fosse uma identidade secreta essa segunda atuação.
Também
sou militante do feminismo materno, e mantenho esse blog para ser um espaço para
algo que eu sempre gostei de fazer: escrever.
No
entanto não sei como categorizar meu texto e tenho pensando sobre isso.
Nesse
sentido acho que sou um tanto acadêmica, e por isso essa retomada de ideias
nesse post pode ser chamada Introdução?
Desenvolvimento de uma ideia
Tenho
olhado para os meus escritos e pensado muito em como as redes sociais, os
suportes em que é possível veiculá-los são interessantes. Fiz duas publicações
no facebook essa semana que entendo como prosa-poética, ou processo de criação poético
não linear, porém com estrutura narrativa... detalhe: não sou da Letras, não
sou das Artes... sou uma educadora... que ensaia escrever sobre coisas do
cotidiano a partir do meu olhar e das minhas vivências com e para ele... então
sou eu falando de mim. Isso mesmo, é um lugar que eu sou eu e acho que faço
arte. E sim eu gosto de pensar sobre Arte,
mas não sou acadêmica no assunto.
E bom
quando me deparei com esses textos eu pensei “Uau, eu não consigo escrever mais
poeminhas de amor...” e eu pensei também “Uau... não são indiretas!”, porque
sim, tenho milhares de frases esquisitas que postei no facebook que eram
indiretas... inclusive poeminhas... e sem problemas, é muito divertido e
libertador fazer isso.
Uma
amiga minha dizia que anotava num caderninho minhas frases malucas, e
engraçadas postadas, e se alguém fez isso, de coração eu quero elas, para
lembrar data e contexto...
Por
que eu tô contando isso? Porque a proposta desse post é falar de produção de
texto ao longo do tempo, pensando que esse tempo é um tempo muito estranho.
O Tempo
Eu
descobri que eu falo sobre o tempo, eu uso falar de mim, de sentimentos, de
vivências para contar da minha briga com o tempo.
E o
que eu chamo de tempo são várias coisas, mas também é uma coisa bem concreta: medida.
Sim, estou falando de matemática, estou falando de horas, dias, anos, segundos.
Estou
falando de velhice, de juventude, estou falando de ritmo, de velocidade.
Junto
com a grandeza hora, minuto, segundo, vem a ideia de espaço, de metros,
aparecem outras grandezas, como aceleração, movimento, gravidade.
Para
muitos o tempo é muito subjetivo, mas ele é muito concreto. Eu falo desse tempo.
Com um olhar subjetivo, porque o tempo é também a chuva, o calor, o inverno, o
frio... e eu estar aqui escrevendo sobre a passagem desse tempo...
Então
estou pensando em Ciência, em História, em Economia... em relações de trocas,
simbólicas ou não. Estou pensando em narrativas de começo, meio e fim.
Estou
pensando em desfechos.
O tempo e os meus textos
Posso
estar enganada, mas a ideia de tempo perpassa os meus textos, e agora com um
novo grau de complexidade que tem me espantado. Parecia pra mim que antes
amigas e amigos, conseguiam gostar porque me liam ao ler meus textos. E agora
isso caiu por terra... os textos estão impessoais no sentido de que sinto que
avancei nas questões, são questões mais dinâmicas, em que o tempo é algo que
expõe o tempo presente: essa coisa superficial, fluída e caótica.
Tentativa de desfecho...
No início
desse texto elaborei algo que chamei de processo de criação poético não
linear... porque sinto que a linha do tempo, ou a linha de raciocínio não é
rígida, seguindo uma estrutura fechada... e que o processo de revisão é um
processo de re-visão. Muitos textos publicados no blog, eu quando editei eu
novamente coloquei uma nota, acrescentei ao algo ao texto, dizendo que ele foi
de um jeito e agora nesse mundo virtual está de outro, para pensarmos essa não
linearidade, e a possibilidade que internet tem de provocar a quem escreve de
maneira amadora, como eu que possa voltar no texto e re-pensar, a partir de um
novo contexto de produção.
Posso
de repente ter uma produção linear e meu processo ser muito mais linear do que
eu penso... mas estou parando pra pensar sobre meu processo de escrita de
algo... que pretendo que seja lido.
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