sábado, 27 de fevereiro de 2016

Da espera e da busca: poéticas experimentadas


Acredito que textos sempre podem ser editados. Pelo menos, não me proponho escrever de forma estática, com a ideia de que acabou impossível mexer nesse texto. Pelo contrário, me sinto muitas vezes num processo de experimentação da escrita similar a uma criança, que conhece a estrutura do texto, planeja uma ideia, mas começa a ficar difícil de desenvolver e desiste.
Sinto a muitos anos que tenho buscado algo dentro de mim, e em alguns momentos tento descrever essa busca interna... esse texto é algo começado sobre essa busca...

Da espera e da busca

Fiquei quase vinte anos,
Procurava, olhava para os cantos
Havia um pouco de poeira
A estante era arrumada frequentemente
Mas a poeira...  assim como as cinzas de um passado permaneciam
Passaram tantos [...] tantos...
E foram apenas paixões,
Daquelas que se esquecem com um novo verso,
E a procura se fazia, diariamente...
Levou vinte anos para perceber
Como aquilo que eu esperava
Aparentemente distante
Fazia-se presente,
Em todos os dias de minha vida
A sensação que eu tive
É que tanto esperei
Que não vivenciei intensamente

Aquilo que tinha de mais precioso [...]

(TEXTO ESCRITO ORIGINALMENTE EM AGOSTO/2013)

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