segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Se há verdades...

De repente aquele olhar que passou,
Realmente passou
De repente aquele aperto no peito
Aquela saudade apertada
Tenha que ser esquecida

A ferida doida

Precisa de um analgésico pra curar a dor

O desconforto, o pranto que cai de repente
De repente se vai

Num sei se é o tempo senhora
Se é a mãe destino
Ou se a rainha paciência

Não sei se é o vomito
Que sobe pelo esôfago
E te diz:
- Apenas sinto muito
Sentir muito, se estamos vivos
Se nos humanizamos
Se não somos de pedra
Sentimos a todo o tempo
Não sentir que é preocupante

De repente aquele olhar que passou
Realmente não passou
Ficou em lembranças
Faz parte de um nó
A ser desatado
A torna-se laço

De repente a ferida aberta
Não cicatriza porque você cutuca
E cutucando fica

De repente o bom pressentimento
Fica na utopia
Porque cruza os braços
E apenas fica...


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