Sou daquelas mulheres que dizem NÃO
Não serei tocada
Não serei penetrada
Como tantas outras
Meu NÃO me protege
Da luxuria de homens e mulheres
Que levam ao extremo seus desejos
E se ferem
Casta, cândida, pura?
Não, apenas senhora do meu destino
Esse que talho a duras penas
Como se talha madeira virgem, verde...
O esforço de se talhar o destino
É viver a vida um dia por vez
Piro, volto recomeço
Mas digo NÃO
Para que ter certezas?
Por que as dúvidas não devem ser cultivadas?
Entre levar a sério a vida
Ou deixa-la me levar
Eu levo ela
Com lágrimas no olhar
Lágrimas que me fazem forte
A cada NÃO pronunciado
A cada transa e desejo negado
Sou frígida?
Não apenas mulher que controla seu gozo
Que goza quando quer
Que possui e é possuída no momento desejado
Sou daquelas mulheres que dizem NÃO
E quando dizem
Sabe ao certo qual é a decisão
Nenhum comentário:
Postar um comentário